Perto da aposentadoria, Federer tem grandeza medida em biografia que humaniza sua trajetória no tênis

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O livro "Federer: O homem que mudou o esporte", lançado no Brasil no último mês de setembro, tem a ousada proposta de contextualizar a grandeza de Roger Federer no tênis. Com o suíço já fora do seu auge e empatado com Rafael Nadal e Novak Djokovic em conquistas de Grand Slam, essa missão não seria fácil através de números. Para isso, o autor americano Christopher Clarey faz da obra uma breve e intensa viagem de conhecimento sobre a modalidade através da história de um de seus principais personagens.

Jornalista especializado em tênis que acompanha Federer de perto desde a sua profissionalização, Clarey escreve passando por grandes partidas e rivalidades históricas. Ele volta décadas atrás com Bjorn Borg e Rod Laver, passando por Pete Sampras e Andre Agassi, até chegar ao ápice da técnica e modernidade do tênis que possibilitou a formação do "Big Three".

Tudo isso, para tentar justificar os diferenciais de Federer dentro, e principalmente, fora de quadra. A obra é altruísta ao humanizar a imagem de um símbolo que remete tanto à “perfeição” do esporte. Na verdade, Federer era muitas vezes inconsequente na juventude, largou a escola, acordava tarde, não levava os treinos à sério e era aficionado em vídeo-game.

Além de grandes astros do tênis, personagens menos badalados têm seu espaço de importância na narrativa do livro, como treinadores, preparador físico, esposa e psicólogo, que ajudaram Federer a controlar seus ímpetos e se tornar uma referência em leveza e serenidade.

Mesmo com o suíço sendo cada vez mais privado em relação à sua vida pessoal, o livro traz boas histórias de bastidores, além de detalhes técnicos sobre voleios e a direita arrasadora, para quem gosta.

Aos 40 anos, com três cirurgias no joelho, um longo casamento e quatro filhos — alguns deles já ensaiando seus primeiros passos no tênis —, Federer se reinventa para continuar ativo no circuito, ao passo que deixa seus fãs ansiosos sobre um possível anúncio de aposentadoria. O autor da biografia tem seu palpite sobre a data:

— Eu não o imaginaria jogando depois de 2022. Eu não o vejo competindo em torneios do Grand Slam e eventos regulares se ele não acredita que tem uma chance real de ganhar mais títulos. Ele não é um tenista cerimonial e nunca quis uma turnê de despedida — disse Clarey ao GLOBO.

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