Peru em crise: uma semana de caos

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Um manifestante, apoiador do presidente deposto Martin Vizcarra, segura uma bandeira peruana durante um protesto em 14 de novembro de 2020
Um manifestante, apoiador do presidente deposto Martin Vizcarra, segura uma bandeira peruana durante um protesto em 14 de novembro de 2020

O presidente interino do Peru, Manuel Merino, renunciou após apenas cinco dias no poder, tornando-se o terceiro presidente deste país sul-americano a deixar o cargo em três anos, e o segundo em uma semana. Veja uma breve cronologia da crise atual:

- Destituição de Vizcarra -

9 de novembro: o Congresso destitui o presidente popular Martín Vizcarra, que empreendeu uma cruzada anticorrupção durante sua administração, por um caso de suposto suborno que ele nega.

- 'Golpe de Estado disfarçado' -

10 de novembro: O chefe do Congresso, Manuel Merino, assume a presidência por ser, constitucionalmente, o primeiro na ordem de sucessão.

A destituição de Vizcarra é descrita como um "golpe de Estado disfarçado" pelo popular ex-prefeito do distrito de La Victoria em Lima e aspirante à presidência em 2021, o ex-jogador de futebol George Forsyth.

Apoiadores de Vizcarra saem às ruas para protestar em diferentes cidades.

- 14 feridos em protestos -

12 de novembro: 14 pessoas ficam feridas, incluindo duas gravemente por disparos de arma de fogo, depois que a polícia reprimiu os manifestantes.

A Justiça peruana proíbe Vizcarra de deixar o país.

- Dois falecidos -

14 de novembro: Milhares de manifestantes voltam às ruas, muitos vestidos de preto, para exigir que o "impostor" Merino deixe o governo.

Dois morrem e cem ficam feridos quando a polícia dispara balas de borracha contra uma grande passeata em Lima.

A Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos denuncia que há nove “desaparecidos”.

- Merino sai -

15 de novembro: Merino se demite, provocando comemorações nas ruas.

O Congresso falha em escolher um sucessor, apesar de se reunir tarde da noite.

16 de novembro: Legisladores negociam para o plenário eleger um novo presidente e um novo chefe do Congresso, cargo que também está vago desde o dia anterior.

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