Candidato presidencial venezuelano acusa Almagro de promover abstenção

Caracas, 16 mar (EFE).- O candidato presidencial venezuelano Henri Falcón acusou nesta sexta-feira o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de promover a abstenção nas eleições presidenciais de 20 de maio no país.

"Aqueles que promovem a abstenção como o secretário-geral da OEA se transformam nos novos aliados de (presidente Nicolás) Maduro", escreveu o candidato no Twitter ao responder a declarações do diplomata uruguaio em Madri nas quais disse que Falcón é "o principal instrumento" do governo para dividir a oposição.

O secretário-geral da OEA afirmou hoje, ao ser perguntado sobre como avaliava a candidatura de Falcón às eleições presidenciais, que algo que tinha solicitado há bastante tempo à oposição venezuelana era "separar o grão da palha (...) e Henri Falcón é uma palha que se separou sozinha, o qual é algo fantástico".

"Favor maior não se podia pedir, ou seja, todos sabíamos (...) que Henri Falcón era o principal instrumento que teria o governo, o regime bolivariano, para começar a dividir a MUD (plataforma opositora Mesa da Unidade Democrática)", acrescentou Almagro.

Diante disto, Falcón convidou Almagro a "refletir sobre sua posição" e garantiu que respeita "o interesse" do secretário-geral da OEA pelos assuntos da Venezuela, mas ressaltou que "é inaceitável que se exceda e decida assumir uma posição no debate eleitoral".

Além disso, Falcón declarou que não deixará sua "luta para conseguir as melhores condições eleitorais" para os pleitos de maio e acrescentou que "o papel de organizações como a OEA, com a sua ampla experiência de observação eleitoral, pode ser crucial". EFE