Peru promete investigar morte de dois jovens em manifestações

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Um manifestante, apoiador do presidente deposto Martin Vizcarra, segura uma bandeira peruana durante um protesto em 14 de novembro de 2020
Um manifestante, apoiador do presidente deposto Martin Vizcarra, segura uma bandeira peruana durante um protesto em 14 de novembro de 2020

O ministro do Interior do Peru, Rubén Vargas, disse neste domingo (22) que será realizada uma investigação após a morte de dois jovens devido à repressão policial nos protestos que derrubaram o efêmero governo anterior.

"Demos instruções para que sejam realizadas investigações contra os generais denunciados e responsáveis pelas operações nesses fatos que lamentamos", disse Vargas em coletiva de imprensa, sem especificar o número de investigados.

O ministro se reuniu com as famílias dos dois jovens que morreram com o impacto dos projéteis durante a repressão policial de oito dias atrás nas ruas de Lima.

A Procuradoria iniciou esta semana uma investigação criminal preliminar contra o ex-presidente Manuel Merino e dois de seus ministros, que pode chegar a outros funcionários e à polícia, pela violenta repressão da semana passada.

Vargas destacou que essas investigações "resultarão nas correspondentes responsabilidades penais, que serão cumpridas integralmente".

As mortes e feridos ocorreram em uma manifestação massiva, violentamente reprimida com gás lacrimogêneo e balas de borracha pela polícia.

A crise foi desencadeada em 9 de novembro pelo Congresso, que destituiu Martín Vizcarra, um presidente popular de centro-direita, e o substituiu por Merino, também de centro-direita.

A repressão aos manifestantes aumentou a indignação contra Merino e, no sábado, quase todos os seus ministros renunciaram e seus aliados no Congresso o deixaram.

No domingo, o impopular presidente se afastou após pedido do Congresso, que na segunda-feira elegeu o deputado centrista Francisco Sagasti como o novo presidente, que deve governar até 28 de julho de 2021.

Sagasti, que votou contra a destituição de Vizcarra, assumiu o cargo na terça-feira, restaurando a calma no país e nos mercados.

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