Peru vive uma de suas eleições mais apertadas; entenda

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A man walks near Peruvian newspapers front pages displayed at a kiosk in Lima on June 7, 2021, the day after the presidential runoff election. - Right-wing populist Keiko Fujimori held a narrow lead Monday in Peru's presidential election, but the crisis-hit nation's race was too close to call as votes were still being tabulated from countryside bastions of support for radical leftist Pedro Castillo. With over 95% of the votes tallied, the result of the runoff election is still unknown. (Photo by Luka GONZALES / AFP) (Photo by LUKA GONZALES/AFP via Getty Images)
Foto: LUKA GONZALES/AFP via Getty Images
  • De virada, Pedro Castillo tem 50,1% e Keiko Fujimori tem 49,924%

  • 94% das urnas já estão apuradas

  • Eleição coloca na pauta o embate entre esquerda e direita no Peru

O candidato de esquerda do Peru, Pedro Castillo, do Perú Libre, assumiu a liderança com 50,1% dos votos nas eleições que decidem o próximo presidente do país. Com 94% das urnas apuradas, ele abre uma vantagem de mais de 34 mil votos em relação a candidata de extrema-direita Keiko Fujimori, filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori, do partido Força Popular, que tem 49,89% dos votos até agora.

A vantagem, no entanto, só aconteceu nas últimas horas da apuração, quando Castillo ultrapassou sua adversária. Agora, faltam contabilizar áreas onde o candidato do Perú Libre de esquerda é mais forte, como Cusco. Regiões nas quais Keiko leva vantagem já ultrapassam, como Lima, a marca de 97% das urnas apuradas.

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Os peruanos foram às urnas neste domingo (6) para votar no segundo turno das eleições presidenciais. No primeiro turno, que aconteceu em 11 de abril, Castillo recebeu 19% dos votos, enquanto Keiko ficou com 13%.

Keiko Fujimori representa a ala conservadora do Peru. Nas últimas semanas, ela tem se pronunciado em relação aos erros cometidos por seu partido nos últimos anos.

“Peço perdão a todos e a cada um dos que se sentiram afetados por nós. Faço isso com humildade e sem nenhuma reserva porque sei que ainda existem muitas dúvidas sobre minha candidatura”, declarou em um comício na cidade de Arequipa. Ela disse também que não será como seu pai e respeitará os marcos democráticos.

Já o professor Castillo promoveu as garantias da saúde e da educação como direitos fundamentais durante sua campanha. Ele falou também sobre combate à corrupção, enquanto sua oponente enfrente vários processos em aberto. Apesar de não ter um discurso no campo da extrema-esquerda, seu partido, o Perú Livre, é considerado marxista-leninista

Durante a corrida presidencial, Keiko foi bastante agressiva na campanha contra Castillo, chegando a afirmar que ele quer destruir a democracia e estabelecer um governo comunista. Castillo já firmou dois documentos de compromisso com a democracia e garantiu que, se eleito, seguirá as instituições, incluindo a propriedade privada, o sistema previdenciário e as empresas.