Pesadelo no 'Dream Team': seleção de basquete dos EUA sofre durante preparação para Olimpíadas

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A vida da seleção de basquete dos Estados Unidos durante aspreparações para a Olimpíada de Tóquio não está fácil. Os astros da NBA foramderrotados nos dois amistosos que fizeram até agora, contra a Nigéria eAustrália, que também estarão nos Jogos Olímpicos. Antes das duas derrotas, o ‘TeamUSA’, como é chamado, havia perdido apenas dois amistosos desde 1992.

Os resultados ruins reacenderam um alerta nos americanos que jávem desde a Copa do Mundo da China, em 2019, quando os americanos forameliminados nas quartas de final para a França. Na ocasião, o ‘Dream Team' — quejá não contava com os principais jogadores do país — sofreu a primeira derrota emum Mundial ou em Olimpíada desde 2006, o que colocou em dúvida o favoritismo exacerbado do país nas competições de seleções.

Irritação americana

Depois da derrota para a Austrália, o técnico dos EUA etambém do San Antonio Spurs, Gregg Popovich, discutiu com um repórter duranteentrevista coletiva. O jornalista questionou ao armador Damian Lillard sobre omotivo pelo qual a seleção americana não conseguia mais vencer os adversárioscom tanta facilidade, como há anos. Popovich pediu a vez e demonstrounervosismo na resposta.

— Você está afirmando coisas que não são verdade. Nós nuncavencemos times com tamanha facilidade. Quando diz isso, você estádesrespeitando outros times. Em um jogo ou outro (na Copa do Mundo ou naOlimpíada) isso pode acontecer, mas no geral, ninguém ganha fácil de ninguém.Nós tivemos jogos bem apertados contra quatro ou cinco países. Então quandovocê afirma isso, está incorreto — disse o técnico.

Na Olimpíada do Rio, por exemplo, os Estados Unidos venceramSérvia e França na fase de grupos com diferença de apenas três pontos. Tambémna competição, venceram a mesma Austrália por apenas 10 pontos e a Espanha nasemifinal por seis, antes de se tornarem campeões. No entanto, nas últimas duasvezes que enfrentaram a Nigéria, por quem foram derrotados no último domingo,venceram com diferença de 83 e 44 pontos, nos jogos de 2012 e 2016respectivamente.

— Não é a primeira vez que vemos a seleção americana sertestada. Talvez não ser derrotada duas vezes seguidas, mas nós já vimos isso(passarem por dificuldades). Os times de outros países evoluem. Os jogadoresmelhoram, ficam mais confiantes, e também querem nos vencer cada vez mais.Podemos perceber isso claramente quando dentro de quadra — falou DamianLillard, titular da seleção e cestinha contra os australianos, com 22 pontos.

É verdade que tanto a Austrália quanto a Nigéria contam com jogadorescom carreiras na NBA, o que por si só eleva o nível das seleções. No lado dos australianos, os experientes Patty Mills,campeão da liga com o próprio Popovich, e Joe Ingles, comandam a equipe. Pelosnigerianos, estão o técnico Mike Brown, assistente do Golden State Warriors, eo armador Gabe Vicent, do Miami Heat.

Além disso, ao tentar encontrar algumas razões para o baixodesempenho dos EUA, pode-se citar, por exemplo, o fator físico. Cinco dos novejogadores que já se apresentaram — completam a lista Devin Booker (PhoenixSuns), Khris Middleton e Jrue Holiday (Milwaukee Bucks), que jogam as finais daNBA — chegaram depois de jogar os playoffs, numa temporada mais desgastante,por ter menos tempo de descanso em relação à última.

Mas no geral, o desempenho do time dos sonhos é bem abaixodo esperado. Até a estreia na Olimpíada, no dia 23, serão mais três oportunidades para mudar a postura e melhorar o ambiente. A primeira nesta terça (13), contra a Argentina. Em seguida, novamente a Austrália e fechando a preparação, a Espanha. Sendo assim, a expectativa dos fãs do basquetebol americano é que, com os finalistas da NBA chegando e o entrosamento do time de Popovich aumente, o 'Dream Team' honre o apelido dado, coloque o favoritismo nas mãos e brigue pelo quarto ouro seguido, seja de forma tranquila, como esperam os americanos, ou com uma boa disputa, como esperam jogadores e técnico.

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