Pescadores encontram tênis de ambientalista que desapareceu na Billings

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pescadores que auxiliam nas buscas pelo ambientalista Adolfo de Souza Duarte, 41, conhecido como Ferrugem, desaparecido na represa Billings, na zona sul paulistana, desde a noite de segunda (1°), encontraram o par de tênis que ele utilizava naquele dia.

Os tênis foram localizados em uma das margens da represa e, depois, entregues à esposa dele, a manicure Uiara de Sousa Duarte, 39.

As buscas pelo homem ocorrem na altura do número 7.300 da avenida Dona Belmira Marin, no Jardim Shangrilá, zona sul da capital.

Além de pescadores, há equipes do Corpo de Bombeiros, da Marinha e da divisão náutica da GCM atuando nas buscas.

Cerca de cem pessoas, entre familiares, amigos e comerciantes da região acompanham os trabalhos.

Duarte sumiu durante um passeio de barco. Com ele estavam dois casais, que relataram à polícia que o homem caiu da embarcação após um solavanco.

A família do ambientalista não acredita na versão e suspeita que ele tenha sido vítima de um crime. Segundo a família, ele tem graduação pela Marinha, inclusive de nado.

Por volta das 16h30 desta quinta (4), policiais civis levaram os quatro jovens até a represa. Eles deixaram o local por volta das 19h, quando as buscas foram encerradas. Enquanto entravam nas viaturas, pessoas que estavam no local pediram Justiça.

A delegada Jakelline Barros afirmou que levou os jovens ao local para que pudessem mostrar o ponto exato do acidente e em horário semelhante ao do ocorrido.

Ela disse que as investigações seguem em andamento pelo 101º DP (Jardim das Imbuias). Conforme a delegada, os jovens devem prestar novo depoimento e serem liberados.

Segundo André Nino, 46, advogado dos casais, as buscas estavam concentradas em um ponto diferente do desaparecimento.

O advogado afirmou que seus clientes não conheciam Duarte e declaram que houve um acidente. Para o defensor, não há vestígios de que houve crime.

O ambientalista, que realiza vários projetos sociais no entorno da represa, atuava com o barco envolvido no caso havia cerca de um mês. A embarcação havia sido adquirida por um sócio de Duarte.

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