Pesquisa aponta que 1.515 municípios tiveram aumento de casos de Covid-19 em maio, principalmente no interior

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BRASÍLIA — A pesquisa semanal realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) mostra que 1.515 municípios (62,7% dos municípios que responderam) tiveram aumento do número de casos de pessoas infectadas por Covid-19 em maio na comparação com abril. De acordo com a entidade, o número acende sinal vermelho para uma possível “terceira onda” no país.

O crescimento foi indetificado principalmente em cidades pequenas. 64% dos municípios de menor porte responderam que houve aumento de casos em maio. Entre os de médio porte, o avanço ocorreu em 57%. E nas grandes cidades, 31% relataram o problema. O levantamento ocorreu entre os dias 31 de maio e 2 de junho, e ouviu 2.418 gestores.

Os dados também revelam que 614 municípios no país relatam risco de falta do ‘kit intubação’. É a terceira semana consecutiva que aumenta o percentual de municípios que comunicam essa preocupação.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems) pediram mais recursos aos estados e municípios e alertaram para o recrudescimento da pandemia no país. Houve um alerta para falta de medicamentos de extubação nos próximos 30 dias.

Segundo a entidade, houve queda no percentual de cidades com falta de vacinas em relação às semanas anteriores, mas ainda afeta quase um quarto dos que responderam os questionamentos. A vacina CoronaVac, produzida pelo Butantan, continua concentrando problemas de falta de abastecimento para se completar o esquema vacinal com as duas doses.

Os municípios relataram também que começaram a receber vacina Pfizer, que teve os primeiros lotes distribuídos apenas para capitais. No levantamento, 739 (30,6%) receberam, 1.632 (67,5%) afirmaram que não receberam e outros 47 (1,95%) não responderam. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que a vacina seja armazenada em temperatura de geladeira de 2ºC a 8ºC por até 31 dias, o que facilita o uso nas redes municipais.

O levantamento aponta também que somente 26,3% das cidades pesquisadas possuem o Samu, serviço de urgência, sob a gestão municipal, e 72,9% não possuem esse serviço. Questionados se receberam mais recursos por parte do estado e da União para este serviço no período da pandemia, a maioria respondeu que não.