Pesquisa BTG/FSB: vantagem de Lula para Bolsonaro cai de 13 para 7 pontos

Presidente Jair Bolsonaro

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial deste ano caiu de 13 para 7 pontos percentuais, de acordo levantamento FSB Pesquisa para o banco BTG Pactual divulgado nesta segunda-feira.

De acordo com a sondagem, Lula aparece com 41% das intenções de voto para o pleito de 2 de outubro, contra 44% na sondagem realizada no final de julho, ao passo que Bolsonaro soma agora 34%, ante 31% no levantamento anterior. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais.

Ciro Gomes (PDT) soma 7%, contra 9% na pesquisa anterior e Simone Tebet (MDB) atingiu 3%, ante 2% na sondagem anterior. Os outros candidatos somados --entre eles André Janones (Avante), que já anunciou desistência da disputa-- chegam a 5%, ante 4% na pesquisa anterior.

O levantamento apontou ainda que a vantagem de Lula sobre Bolsonaro também caiu na simulação de segundo turno entre ambos, de 18 pontos no final de julho para 12 pontos agora.

O petista aparece com 51% na simulação de segundo turno, ante 54%. Já Bolsonaro soma 39%, ante 36% na sondagem anterior.

O levantamento apontou ainda que Bolsonaro é o candidato com maior percentual de rejeição, mas a taxa recuou --53% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, ante 58% na pesquisa anterior. O segundo mais rejeitado é Ciro, com 49% --ante 47%--, seguido por Lula com 45% --42% antes. Tebet tem 27% de rejeição, ante 28% na pesquisa anterior.

Ainda de acordo com o levantamento, 44% dos entrevistados avaliam o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo, ante 47% na pesquisa anterior. Ao mesmo tempo, os que enxergam a gestão como boa ou ótima somam 33%, ante 31%, e os que a veem como regular são 22%, ante 20%.

Ainda, 54% desaprovam a maneira de Bolsonaro governar, ante 58% na pesquisa anterior, ao passo que 40% a aprovam, ante 36% no levantamento anterior.

Na sondagem contratada pelo banco BTG Pactual, a FSB Pesquisa ouviu 2.000 pessoas por telefone entre os dias 5 e 7 de agosto.