Pesquisa Datafolha aponta queda de adesão à vacinação contra Covid-19

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Foto: Wang Zhao/AFP
Foto: Wang Zhao/AFP

Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que a adesão à vacinação contra a Covid-19 e o apoio à imunização obrigatória registrou queda entre eleitores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Se comparado ao levantamento do instituto de outubro, houve queda nas quatro capitais entre aqueles que dizem ter interesse em se imunizar.

Ainda assim, a taxa dos que pretendem se vacinar, uma vez que haja um imunizante aprovado e seguro, e dos favoráveis à obrigatoridade da aplicação das doses ainda é majoritária na pesquisa. O levantamento foi antecipado neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo.

Ainda de acordo com o instituto, em São Paulo (72%), Belo Horizonte (74%) e Rio de Janeiro (73%) a taxa de adesão à vacinação caiu 7 pontos percentuais.Ao mesmo tempo, as taxas de recusa para a imunização chegaram a 23%, 21% e 24%, respectivamente.

Além disso, a vacinação obrigatória também perdeu apoio. No Rio de Janeiro, o percentual daqueles que são favoráveis à imposição da vacina caiu 16 pontos: eram 77% e agora são 61%.

Em São Paulo, a queda foi de 72% para 58%; em Belo Horizonte de 76% para 62%; e em Recife, de 73% para 61%.

Em Recife, o percentual daqueles que pretendem se vacinar caiu de 75% para 65% agora em novembro. No mesmo período, subiu de 20% para 30% a parcela dos que não pretendem tomar a vacina.

Ainda de acordo com o instituto, o número dos que acham que a vacinação deverá ser obrigatória é majoritária em todos os estratos da pesquisa, com exceção dos eleitores moradores da capital paulista com renda acima de dez salários mínimos. Entre estes, 56% se posicionam contra a medida.

O Datafolha aponta que os maiores índices de apoio à vacinação ficam entre as mulheres, os entrevistados na faixa de 16 a 24 anos e com menor escolaridade. Em São Paulo, a maior adesão fica entre os eleitores com mais de 60 anos.

O levantamento mostra ainda que embora a maioria dos entrevistados declararem que pretendem se vacinar, as vacinas desenvolvidas na China são as que encontram maior resistência.

A vacina chinesa recebeu menos confiança entre os eleitores do Recife, com 42% de aceitação, seguida de Rio de Janeiro e Belo Horizonte, ambas com 52%. Já a capital paulista é a que demonstra menos resistência, com 57%.

Segundo o instituto, a maior rejeição a uma vacina produzida na China se concentra entre os que aprovam o governo do presidente Jair Bolsonaro. No Rio, 68% dos apoiadores do presidente dizem que se recusariam a a tomar o imunizante chinês. Essa resistência cai, no entanto, entre aqueles que reprovam Bolsonaro.

O instituto ouviu 1.260 eleitores a partir de 16 anos na capital paulista, 1.064 na fluminense, 868 na mineira e 924 na capital pernambucana, nos dias 3 e 4 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95% para todos os casos.