Pesquisa mostra que 60% dos homens têm algum distúrbio emocional

Trecho do filme que foi baseado na pesquisa. Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Instituto PHD por iniciativa do site Papo de Homem levantou um perfil da masculinidade do brasileiro por meio de um levantamento feito com mais de 40 mil pessoas no País.

A pesquisa foi feita entre os meses de maio e junho de 2019 com pessoas de 14 anos ou mais e que são usuárias de internet. O nível de confiança de pesquisa é de 95% e os dados que foram obtidos a partir dela deram origem ao documentário O Silêncio dos Homens.

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Em um mundo em que os homens têm maior destaque em todas as esferas da sociedade e em que a voz deles é a mais ouvida em todos os âmbitos, a pesquisa e o documentário mostram que eles têm mais espaço para falar sobre tudo, menos sobre seus sentimentos, angústias e para demonstrar afeto.

Essa falta de diálogo causa, muitas vezes, doenças psicológicas graves. A pesquisa mostrou que 6 em cada 10 homens afirmam enfrentar hoje um distúrbio emocional. Além disso, 7 em cada 10 deles concordam que foram ensinados, durante a infância e adolescência a não demonstrarem fragilidade.

Essa ideia de que “homem não chora” ou que é preciso ser muito “macho” faz com que, muitos deles, não suportem a pressão. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), homens vivem 7 anos a menos que as mulheres no Brasil e se suicidam quase 4 vezes mais.

O levantamento mostra que isso não acontece “do nada”. Um em cada 4 homens de até 24 anos afirmaram na pesquisa que se sentem solitários sempre. Por conta disso, muitos homens estão passando a se reunir em grupos para conversar sobre o que é ser homem. Um desses bate-papos irá acontecer em breve.

O documentário será exibido no próximo dia 7 de setembro no Museu do Futebol, em São Paulo. Após a exibição do filme, será realizada uma mesa de conversa sobre o tema da pesquisa e sobre como essa ideia de masculinidade estabelecida nos dias de hoje pode ser nociva para todos, inclusive para os homens.

Para quem não puder comparecer no dia, o filme também está disponível no YouTube. Assista: