Pesquisa para eleição ao governo do Rio aponta divisão de forças entre capital, Baixada e interior

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A cerca de um ano para a eleição ao governo do Rio, pesquisa Quaest feita a pedido do GLOBO mostra preferências distintas dos eleitores da capital, da Região Metropolitana e do interior do estado. Enquanto o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) vai melhor entre os cariocas — que também manifestam intenção de voto no prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) —, o governador Cláudio Castro (PL) cresce à medida que avança para fora da capital fluminense. Já a região que compreende Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo têm índices elevados de indefinição e um indicativo de preferência pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) no cenário em que ele é testado.

A Quaest é um instituto de consultoria e pesquisas quantitativas e qualitativas, e um dos parceiros do Sonar, blog do GLOBO voltado para análise de discursos e conteúdos políticos nas redes sociais. A pesquisa, feita para o GLOBO, entrevistou 1.804 pessoas no estado do Rio de forma presencial entre os dias 22 e 26 de outubro. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%.

No cenário sem Paes e Mourão, e que considera apenas as quatro pré-candidaturas já colocadas publicamente, de Freixo, Castro, do ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e de Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) — ele deve se filiar ao PSD no início de 2022 —, a Região Metropolitana fica com o panorama mais equilibrado. No cenário geral, considerando todo o estado, Freixo lidera com 25% neste caso, contra 16% para Castro, 7% para Rodrigo Neves e 3% para Felipe Santa Cruz. info-pesquisa-governo-rio-regiao-2910

Já na Região Metropolitana, as distâncias ficam menores: 16% declaram voto em Freixo, 13% em Castro, 8% em Neves e 5% em Santa Cruz. Mais da metade (59%) dos eleitores de Baixada, Niterói e São Gonçalo não declaram voto em nenhum deles, o índice mais alto de indefinição detectado em toda a pesquisa. Ainda nesse cenário, considerando a capital, Freixo chega a 34% das intenções de voto. No interior, Castro passa a levar vantagem, com 25%.

Com Mourão na disputa pelo governo, Castro registra seu desempenho mais fraco no interior do estado, com 17% das intenções de voto. Já o vice-presidente e general da reserva alcança 22% em municípios do interior, que são menos populosos, e 18% na Região Metropolitana, figurando à frente de todos os adversários. Mourão, no entanto, fica atrás de Freixo nos números gerais devido à queda de desempenho na capital, onde o vice-presidente marca 14% das intenções de voto, contra 33% do deputado.

As intenções de voto de Mourão crescem gradativamente em paralelo à faixa etária dos eleitores de todo o estado: de 12% entre os mais jovens, que têm até 24 anos, ele chega a 19% entre os que têm 60 anos de idade ou mais. Freixo faz o movimento inverso: de 39% das intenções de voto dos jovens, vai para 15% entre os mais velhos.

Quando se considera a eventual presença de Paes na disputa, 29% dos eleitores da capital dizem que votariam nele para o governo, enquanto Freixo aparece com 24%. Paes, que foi candidato ao governo do Rio em 2018, quando acabou derrotado em segundo turno por Wilson Witzel, também tem a preferência 26% dos eleitores do interior, e neste caso Castro é quem fica em segundo, com 21% das intenções de voto.

Castro, cujo governo é elogiado por 17% dos eleitores do estado, segundo a pesquisa, e desaprovado por 30% — outros 33% o consideram regular —, tem picos de aprovação à sua gestão no interior (22%) e entre os mais ricos (24%), com renda mensal domiciliar superior a cinco salários mínimos. Na capital, por outro lado, 37% desaprovam o governo estadual. info-avaliacao-rio-governos-regiao-2910

No Senado, interior e capital também variam

Já na corrida pelo Senado, o líder da disputa, o senador Romário (PL), também é mais forte no interior do que na capital, repetindo em parte o desenho de Castro, seu colega de partido. Romário, que concorre à reeleição, varia entre 25% e 27% dos votos no interior, contra 16% a 18% na capital. Ele também é mais forte entre eleitores do sexo masculino, segmento em que chega a 27% — o dobro do que alcança entre as mulheres —, e na faixa dos que têm de 25 a 34 anos de idade, em que marca 26% das intenções de voto em um dos cenários testados.

Esta faixa etária corresponde aos nascidos entre o fim dos anos 1980 até a metade da década de 1990, e que cresceram na época em que Romário estava em atividade como jogador de futebol, inclusive na seleção brasileira, e atuando em três clubes do Rio: Vasco, Flamengo e Fluminense.

Atrás de Romário, há empate técnico entre Marcelo Crivella (Republicanos), Alessandro Molon (PSB) e Clarissa Garotinho (PROS) — no cenário em que o vice Hamilton Mourão disputa o Senado, ele também empata com esses nomes —, com desempenhos distintos a depender do segmento. Clarissa, filha do ex-governador Anthony Garotinho, chega a marcar 17% das intenções de voto no interior do estado, ante 4% na capital. Molon faz a trajetória inversa: chega a 18% entre os cariocas, e desce para 8% no interior e 7% na Região Metropolitana.

Molon é também o candidato ao Senado mais citado entre os eleitores mais ricos, chegando a 23% neste grupo. Entre os mais pobres, Romário fica numericamente à frente de todos, com 19%, seguido por Crivella, com 16%, e Clarissa Garotinho, com 12%.

Quando Mourão entra na corrida pelo Senado, seu desempenho melhora à medida que cresce a renda do eleitorado, e chega a 16% entre os mais ricos.

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