Pesquisa mostra Moro competitivo e acende alerta para Bolsonaro

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Brazil's former Justice Minister Sergio Moro speaks during the Podemos Party membership ceremony for General Carlos Alberto dos Santos Cruz (not pictured) in Brasilia, Brazil, November 25, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado/Reuters

A (cada vez mais) provável presença de Sergio Moro nas eleições presidenciais de 2022, se ainda não acenderam, deveria acender um alerta na base bolsonarista.

Pouco mais de 15 dias após se filiar ao Podemos e indicar que está na pista, o ex-juiz aparece em uma pesquisa realizada pelo PoderData como o candidato mais competitivo para enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.

Em uma espécie de segundo round de um embate iniciado no tribunal, o petista bateria o antípoda com 17 pontos de vantagem (48% contra 17%).

Parece muito ainda, mas a distância do ex-presidente em relação a Jair Bolsonaro é hoje ainda maior: 54% contra 31%. Ou seja, 23 pontos percentuais de “gordura” em favor do petista.

Detalhe é que, mesmo após a filiação, e um périplo de entrevistas para visibilizar, desde já, a sua pré-campanha, Moro não consegue ainda atingir 10% dos eleitores no primeiro turno.

Crava 8%, mesmo índice de Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (União Brasil). Mas pode herdar os votos do ex-colega do Ministério da Saúde caso ele saia mesmo do jogo, como chegaram a divulgar na quinta-feira 25 os caciques da nova legenda. Mandetta correu para dizer ainda não jogou a toalha. A ver.

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Sobre Moro, à medida que fica mais evidente a dificuldade de Bolsonaro bater Lula no segundo turno, e maiores as chances de seu ex-ministro em fazer este enfrentamento, mais a dinâmica dos votos no primeiro turno tende a se alterar.

Pragmático, o eleitor que hoje prefere Bolsonaro e não rejeita Moro pode refazer o cálculo e mudar seu voto já na primeira fase da disputa.

Hoje Bolsonaro largaria com 29% das preferências, contra 34% do petista.

Por enquanto, o potencial de Sergio Moro erodir a base de apoio bolsonarista não se demonstrou. Essa base hoje não ganha o jogo, mas tem demonstrado resiliência para levar o capitão ao menos até o segundo turno.

Isso pode mudar conforme Moro se firma como o candidato “ideal” para bater Lula no segundo turno. Esse cenário pode ser um atrativo maior do que o seu discurso de que é possível reciclar o bolsonarismo sem Bolsonaro, hoje amarrado ao centrão, e resgatar sem emendas as bandeiras da Lava Jato. O embarque de figuras-chave neste projeto, como setores das Forças Armadas, da ativa ou da reserva, por enquanto é incerto.

Fato é que esta será uma eleição decidida por quem consegue reunir menos rejeição e chegar mais longe. A de Bolsonaro, ainda alta, será testada agora com o pagamento das primeiras parcelas do Auxílio Brasil, além de benefícios como o vale-gás. O plano é minimizar a bronca de parte da população com a deterioração do cenário econômico. E provar para os antipetistas, não restritos apenas à base bolsonarista, que ele pode ser o candidato ideal para enfrentar Lula no segundo turno.

Se nada disso acontecer e Moro se firmar como este “rival perfeito” do petismo, Bolsonaro pode contar as horas — que diz não ver passar — para entregar logo a faixa presidencial e ser infeliz em outro lugar.

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