Uma nova pesquisa presidencial do Datafolha

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Uma nova pesquisa presidencial do Datafolha será divulgada no início da noite de quinta-feira, 35 dias após a última feita pelo instituto.

Será realizada em dois dias, entre a quarta-feira e a própria quinta-feira. O instituto entrevistará presencialmente 2.556 pessoas acima de 16 anos em todos os estados brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

No último Datafolha, divulgado em 23 de junho, mantinha-se o resultado da pesquisa de maio, ou seja, a possibilidade de Lula vencer já no primeiro turno: considerando os votos válidos, o petista aparecia com 53% contra 30% de Jair Bolsonaro. Era uma pesquisa que captou um momento ruim para o presidente: o diesel e a gasolina tinham sido reajustado dias antes dela ser feita.

Agora, as condições são diferentes.

Apesar da patacoada de Bolsonaro na reunião com os 40 diplomatas ocorrida dias atrás, os entrevistados responderão sob impacto do preço dos combustíveis em queda; e da PEC Eleitoral recém-aprovada, que aumentará os benefícios do Auxílio Brasil e dos vales para caminhoneiros e taxistas. A pesquisa ainda não medirá integralmente o efeito dessas medidas, mas as campanhas de Lula e de Bolsonaro estarão atentas aos primeiros sinais dados pelo eleitorado. Entre os bolsonaristas, há também um otimismo — moderado, mas há — com relação ao evento que marcará o lançamento oficial da campanha à reeleição na convenção nacional do PL, que ocorrerá amanhã no Maracanãzinho.

A pesquisa estará nas ruas também depois da convenção que sagrou Ciro Gomes como candidato do PDT. Ele continuará com os 8% obtidos há 35 dias? Qualquer queda além da margem de erro poderá ter um efeito grave para sua candidatura. Ele tem conseguido deter até agora o efeito debandada, mas esse é o grande temor da cúpula da campanha.

O Datafolha também medirá a quantas anda a candidatura Simone Tebet que, se não houver nenhuma reviravolta, será confirmada como candidata do MDB nesta segunda-feira, dia 26. É, desde sempre, uma candidatura que parece andar sobre uma corda bamba. No último Datafolha, Simone apareceu com um esquelético 1% das intenções de voto.

Além de perguntas sobre intenção de voto para presidente da República, a pesquisa tentará medir o pulso do brasileiro em temas correlatos: como o grau de rejeição e de conhecimento do eleitor em relação a cada um dos candidatos e em quem ele pretende votar no segundo turno. A pesquisa avaliará também o grau de aprovação do brasileiro a respeito do governo Bolsonaro.

Há outras perguntas que também estão destinadas a suscitar discussões. O Datafolha questionará o entrevistado se ele acha que existe corrupção no governo Bolsonaro, sobre sua confiança no STF e nas urnas eletrônicas; e também se considera que o presidente dará um golpe de estado.

Na segunda-feira e ao longo da semana serão divulgadas algumas pesquisas de intenção de voto para a presidência, algumas patrocinadas por bancos e outras realizadas por institutos sem tradição ou absolutamente desconhecidos. A pesquisa Datafolha, porém, tradicionalmente baliza o sentimento do mundo político em relação à fotografia do momento eleitoral, ao lado das pesquisas do Ipec (ex-Ibope).

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