Pesquisa revela sinais de desgaste de Donald Trump dentro do Partido Republicano

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Já em campanha para a Presidência dos EUA em 2024, o ex-presidente Donald Trump vê sinais de que uma nova indicação à vaga do Partido Republicano na disputa não deve ser tão simples: segundo pesquisa divulgada pelo New York Times, em parceria com o Siena College, metade dos eleitores do partido pretende votar em outros nomes nas primárias, e uma parcela considerável não vai apoiá-lo mesmo se confirmado como candidato em novembro de 2024.

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De acordo com os números, Trump ainda é o nome mais popular entre os republicanos: se as primárias fossem hoje, 49% deles votariam nele para uma nova disputa à Presidência. Ele lidera com folga entre homens e mulheres, entre eleitores sem diploma universitário e entre os republicanos que têm na Fox News sua principal fonte de informação.

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Mas um nome já aparece no retrovisor, o do governador da Flórida, Ron DeSantis, que tem 25% das intenções totais e lidera entre os eleitores mais jovens, com diploma universitário, e entre os republicanos que votaram em Biden em 2020. Outros nomes, como o ex-presidente Mike Pence, o senador Ted Cruz e a ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, não chegam a 10% das intenções de voto.

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Apesar do ex-presidente ainda ser o favorito, alguns sinais de desgaste estão aparentes. Entre os republicanos com menos de 35 anos, 64% se dizem dispostos a votar contra Trump nas primárias, número similar aos eleitores do partido com diploma de nível superior, 65% — neste caso, afirmam os responsáveis pela pesquisa, as doações à campanha podem ser impactadas, uma vez que esses dois setores possuem uma renda maior.

O movimento contrário a Trump também é visto nos números de uma hipotética disputa contra Joe Biden: 16% dos republicanos dizem que, caso o ex-presidente seja o nome do partido, votarão ou no democrata, ou em um candidato de outro partido, ou não sairão de casa para votar. Entre os democratas, 8% se dizem dispostos a abandonar Biden, mas 64% acreditam que ele não deve se candidatar a um novo mandato, segundo pesquisa do New York Times.

Em 2020, de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Chicago para a Associated Press, 9% dos republicanos não votaram em Trump, enquanto 4% dos democratas não escolheram Biden.

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Na simulação da revanche, Biden aparece com 44% das intenções gerais de voto, contra 41% de Trump — isso mesmo levando em consideração os cada vez mais preocupantes números da aprovação do democrata, hoje de 33%, e que não dão sinais de recuperação a curto ou médio prazo.

Em um número negativo para os dois candidatos, 20% dos eleitores registrados dizem que não pretendem votar em nenhum deles. Contra Biden, pesam o estado da economia e algumas políticas vistas como “liberais demais” por setores conservadores. Contra Trump, pesa contra ele…o fato de ser Donald Trump.

— Jamais pensei que diria isso, mas se [a disputa] fosse entre Biden e Trump, acho que não iria votar — declarou, ao New York Times, Gretchen Aultman, uma advogada aposentada no Colorado e que votou em Trump em 2016. — Gostava das políticas de Trump, mas ele era tão abrasivo e rude, e ele como presidente estava destruindo o país.

Teorias da conspiração

Embora a integridade do sistema eleitoral americano, questionada por Trump desde os primeiros sinais de que seria derrotado por Biden em 2020, seja considerada por apenas 3% como o principal problema da nação, o tema foi destacado na pesquisa como um dos fatores de desgaste do ex-presidente dentro da sigla.

Entre os que dizem que não votariam nele em 2024, 32% afirmam que as ações de Trump ameaçaram a democracia americana. De acordo com a comissão da Câmara dos Deputados que investiga o ataque ao Capitólio, no dia 6 de janeiro de 2021, o discurso do ex-presidente, questionando os resultados das urnas e apontando para uma inexistente fraude nas urnas, foi determinante para a invasão, que deixou sete mortos.

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Ao mesmo tempo, a narrativa segue viva entre seus apoiadores: 86% dos republicanos que defendem uma nova candidatura afirmam que ele, e não Biden, foi o vencedor legítimo da disputa de 2020, e que não teve culpa no ataque à sede do Legislativo.

— Sempre que você tem uma grande aglomeração, haverá pessoas fora de controle e que não seguem as regras — disse ao New York Times Paula Hudnall, enfermeira em Charleston, na Virgínia Ocidental. Ela revelou que votará em Trump em 2024.

Em mais um fator que pode ser visto de forma positiva por Trump, sua aprovação segue alta mesmo entre os que planejam votar em outros nomes, 65%, contra 33% que o veem de maneira desfavorável.

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