Pesquisas de boca de urna apontam que haverá segundo turno no Equador

SYLVIA COLOMBO
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QUITO, EQUADOR (FOLHAPRESS) - As duas primeiras pesquisas de boca-de-urna divulgadas neste domingo (7), logo após o encerramento da votação, apontam para um segundo turno no Equador. O Instituto Cedatos aponta a vitória de Andrés Arauz com 34,94% contra 20,99% de Guillermo Lasso. Em terceiro, estaria Yaku Pérez, com 17,99%. Já o instituto Clima Social traz Arauz com 36,2% e Lasso com 21,7%. Para vencer em primeiro turno, o candidato deve conseguir 50% dos votos mais um, ou 40%, mas com uma diferença de dez pontos percentuais com relação ao segundo colocado. Se os resultados dessas pesquisas se confirmarem, haverá um segundo turno, a ser disputado em 11 de abril. O dia da eleição presidencial no Equador começou com longas filas nos principais centros urbanos e com demoras para a abertura de mesas no interior. Treze milhões de equatorianos eram esperados neste domingo (7) nos centros de votação. Os principais candidatos na disputa são Andrés Arauz, apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa, Guilhermo Lasso, de centro-direita, e o líder indígena Yaku Pérez. Embora as autoridades tenham orientado os eleitores a votar em horários separados --de manhã os que têm o documento de identidade com o final par, e de tarde os que têm em final ímpar--, para evitar aglomerações, nas primeiras horas deste domingo (7) isso não foi cumprido. Os três principais candidatos deram declarações. O favorito, o esquerdista Andrés Arauz, que está registrado no México, portanto não pôde votar, acompanhou sua avó, Flor Galarza, 106, em Guayaquil. Pediu que as pessoas comparecessem a votar, e disse esperar ganhar já no primeiro turno. Depois, Arauz viajaria a Quito para acompanhar os resultados. O banqueiro Guillermo Lasso votou também em Guayaquil, numa escola no norte da cidade. "Haverá segundo turno e venceremos, porque as pessoas querem a mudança". Lasso deu as declarações dizendo que era necessário que houvesse respeito às normas sanitárias. Fez isso, porém, cercado de jornalistas e apoiadores aglomerados ao redor dele. Lasso aguardará os resultados em Guayaquil. Já o líder indígena Yaku Pérez votou em Cuenca, e pediu que as pessoas façam do dia de hoje "uma festa democrática" e que votar por ele era "votar num cidaão como todos". Pérez acompanhará o resultado em Cuenca, capital da província de Azuay, da qual foi governador.