Pesquisas eleitorais 2022: debate mudou alguma coisa na corrida presidencial?

Pesquisas eleitorais apontam Lula e Bolsonaro como favoritos a ida ao segundo turno
Pesquisas eleitorais apontam Lula e Bolsonaro como favoritos a ida ao segundo turno

Por que você tem que ler essa matéria: pesquisas eleitorais são uma tradição no Brasil e têm papel decisivo no dia das eleições. O Yahoo Notícias faz esse condensado sobre o que de mais interessante as pesquisas eleitorais divulgadas ao longo da última semana trouxeram para o cenário eleitoral brasileiro, principalmente no âmbito nacional.

Quais foram as pesquisas presidenciais divulgadas na semana?

O debate influenciou nas pesquisas?

O debate presidencial (leia o resumo completo do Yahoo Notícias aqui) que aconteceu no domingo (28) foi um pontapé não oficial nas campanhas ao colocar, pela primeira vez, os candidatos frente a frente. Primeira pesquisa da semana, a Ipec/Globo não foi realizada em período posterior ao debate. Mas a situação mudou ao longo da semana.

As primeiras pesquisas da semana

Divulgada na quarta (31) e feita entre os dias 28 e 30 de agosto, a pesquisa PoderData já trazia um cenário influenciado pelo debate. Resultado: Lula (PT) se manteve estável e Jair Bolsonaro (PL) acabou variando um ponto para baixo. Com a margem de erro de dois pontos, nada mudou. Considerada destaque no debate, Simone Tebet (MDB), manteve os 4% da pesquisa anterior.

Desempenho de Tebet no debate foi considerado o melhor, mas seu desempenho nas pesquisas eleitorais não refletiu (Reprodução/TV Band)
Desempenho de Tebet no debate foi considerado o melhor, mas seu desempenho nas pesquisas eleitorais não refletiu (Reprodução/TV Band)

Com levantamento feito entre 26 e 29 de agosto e divulgado também na quarta-feira, a pesquisa XP/Ipespe até teve influência do debate, mas não de maneira determinante, uma vez que apenas um dos quatro dias de pesquisa aconteceu após o encontro na Band. Destaque para a queda de 1% na diferença entre Lula e Bolsonaro.

Também divulgada na quarta, a pesquisa Genial/Quaest foi realizada antes do debate.

Pesquisa Datafolha foi a mais esperada

Por fim, a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (1). Nela sim pudemos sentir um impacto mais relevante causado pelo debate. Lula oscilou dois pontos para baixo, enquanto Bolsonaro se manteve com o mesmo percentual. Mas Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) colheram frutos: eles atingiram, respectivamente, 9% e 5%, suas maiores porcentagens desde o início da medição.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Ipec/Globo e Datafolha: o que dizem as maiores pesquisas da semana?

Divulgada ainda na segunda e sem o efeito do debate, a pesquisa Ipec/Globo não trouxe grandes novidades para o cenário das eleições. Tanto Lula quanto Bolsonaro não mudaram seus percentuais de intenção de votos, mantendo a disputa em 44% a 32%, respectivamente. Um dado relevante da pesquisa é que 79% dos eleitores dizem já ter definido seu voto para presidente no 1º turno.

O Ipec também divulgou pesquisas eleitorais nos Estados. Nosso colunista Matheus Pichonelli analisou a tendência de uma mudança inédita que pode acontecer em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Para ler a análise clique aqui.

Rodrigo Garcia, do PSDB, tem ido mal nas pesquisas eleitorais de SP (Foto: Pablo Jacob/Divulgação/Flickr/RodrigoGarcia)
Rodrigo Garcia, do PSDB, tem ido mal nas pesquisas eleitorais de SP (Foto: Pablo Jacob/Divulgação/Flickr/RodrigoGarcia)

Já a pesquisa Datafolha foi a mais relevante pós-debate. Primeiro por se tratar da primeira pesquisa Datafolha feita após o começo da propaganda eleitoral. Segundo, por trazer um recorte de tempo que proporcionou aos eleitores poder absorver mais as informações do debate. A pesquisa deixa cada vez mais claro que a corrida não deve ser encerrada em primeiro turno. Nosso colunista Matheus Pichonelli fez análise sobre como Ciro e Tebet frustraram planos de Lula que você pode ler clicando aqui.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui) o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)