Ondas de calor no mar mais frequentes podem afetar economia, diz pesquisa

Londres, 10 abr (EFE).- As ondas de calor no mar se tornaram mais longas e frequentes durante o último século, o que pode ter importantes efeitos ecológicos e econômicos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista "Nature Communications".

Pesquisadores da Universidade de Dalhousie (Canadá) determinaram que a quantidade de dias anuais nos quais houve registro de ondas de calor no mar a nível global aumentou 54% entre 1925 e 2016, uma tendência que se acelerou especialmente a partir de 1982.

Esse fenômeno climático extremo, que ocorre quando há longos períodos de tempo com temperaturas altas (anormal) na superfície dos oceanos, pode ter efeitos negativos nos ecossistemas marítimos, alertam os cientistas.

Um grupo liderado pelo oceanógrafo Eric Oliver analisou a temperatura da superfície do mar em escala global a partir de imagens de satélite e medições diretas efetuadas entre 1900 e 2016.

Os cientistas atribuem o aumento do impacto das ondas de calor no mar a um aumento da temperatura média dos oceanos no conjunto do planeta.

Apesar de a variabilidade interna da temperatura dos mares poder ter um papel a nível regional, essas mudanças locais não afetam a tendência global a longo prazo, sustentam Oliver e seu grupo.

Os autores do trabalho sugerem que dada a probabilidade de que o aquecimento da superfície do oceano continue aumentando durante este século, é possível que o impacto e implicações para a biodiversidade das ondas de calor no mar também continue se agravando. EFE