Peste em Madagascar deixa 71 mortos em seis meses, alerta OMS

Mulher é vista em hospital de Tulear, Madagascar, em 4 de julho de 2012 (AFP/Arquivos)

Pelo menos 71 pessoas morreram de peste em Madagascar, do total de 263 casos registrados desde seu ressurgimento na ilha em setembro passado, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS), nesta quarta-feira.

A organização alerta para os riscos de propagação da doença em plena estação de chuvas.

O distrito de Amparafaravola, situado nas montanhas centrais da ilha, foi a região mais afetada.

"Casos de peste pulmonar continuaram a ser registrados ao longo da primeira semana de janeiro", declarou a OMS, em um comunicado.

A peste é endêmica nessa grande ilha do Oceano Índico, ressurgindo quase todo ano desde 1980. A epidemia se mantém circunscrita e ainda inofensiva para os turistas, garantem as autoridades locais, que criticam, desde novembro, os cancelamentos de viagens.

Nos últimos três anos, o número de casos continuou a aumentar, tornando Madagascar o país mais atingido por essa doença em todo o mundo.

Embora a peste tenha registrado uma leve diminuição após o pico entre novembro e fim de dezembro de 2014, a OMS teme que a temporada de chuvas faça a doença durar até abril pelo menos.

Em meados de janeiro, a tempestade tropical Chedza deixou 68 mortos no país. As fortes precipitações também aumentaram o volume dos rios em bairros da capital, Antananarivo.

A OMS pediu às autoridades malgaches que permaneçam em alerta, especialmente depois da chegada da peste a algumas favelas da capital. Até o final de dezembro, 13 casos haviam sido registrados nessas comunidades.

A doença é transmitida por pulgas e afeta, sobretudo, ratos, mas os seres humanos também podem contrair a doença, se forem mordidos por uma pulga portadora.

A forma bubônica provoca febre alta e inchaço nos gânglios linfáticos, mas pode ser tratada com antibióticos. A versão pneumônica, que afeta os pulmões, pode ser transmitida de pessoa a pessoa através da tosse e mata em 24 horas.