Petista, governador do Ceará diz que Moro é aliado no combate ao crime organizado

José Cruz/ Agência Brasil

O Ceará vive desde a noite da última quarta-feira (2) uma onda de atos criminosos em várias regiões do estado. As ações seria uma represália à decisão do governo de deixar de dividir os presos por facção nas cadeias do estado.

Diante da crise de segurança, que já dura uma semana, o governador Camilo Santana (PT) disse que o ministro da Justiça, Sergio Moro, é um aliado no combate ao crime organizado. Santana pediu ao governo federal o envio de tropas a Força Nacional, medida autorizada por Moro.

Apesar das inúmeras críticas que seu partido faz ao ex-juiz federal, responsável pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador cearense elogiou Moro, em entrevista ao UOL, a quem chamou de “importante aliado” diante da situação de violência.

“Tem sido muito importante o apoio do governo federal. Os ministros Sergio Moro, da Justiça e Segurança, e o general Fernando Azevedo, da Defesa, têm sido importantes aliados. Tenho conversado de forma permanente, especialmente com o ministro Moro. Tudo o que for necessário, será feito”, afirma o governador.

Questionado sobre se o prazo em que Moro agiu foi correto, já que o estado pediu pela Força Nacional na quinta e foi atendido na sexta, Santana disse que o ministro agiu “absolutamente dentro do prazo. Tanto em relação ao pedido de tropas da Força Nacional, quanto ao pedido de vagas nas penitenciárias federais de segurança máxima, para a transferência de líderes criminosos”.

Camilo disse ainda que o estado tem investido para enfrentar o problema das facções criminosas – três atuam no estado (PCC, CV e GDE). Ele fala sobre a contratação de profissionais da segurança, investimento em inteligência e tecnologia, mas afirma que o problema do crime organizado é também uma questão nacional. “Por isso a importância do envolvimento do governo federal. Nenhum estado conseguirá enfrentar o problema sozinho. O momento é de união de todas as forças contra o crime, deixando de lado interesses partidários e oportunismo político. A população não merece isso”, diz.