'Petista vai morrer tudo', disse agente bolsonarista antes de matar militante do PT

Quando Jorge Guaranho voltou até a festa de Marcelo Arruda, petista assassinado em Foz do Iguaçu, ele entrou no local da comemoração, com uma arma de fogo na mão, dizendo: “Petista vai morrer tudo”. Em seguida, disparou dois tiros contra o aniversariante, que também era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu.

A descrição está na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná sobre o assassinato de Marcelo Arruda, ocorrida no último dia 9.

“Ainda na parte externa, JORGE JOSÉ DA ROCHA GUARANHO, dolosamente e imbuído da mesma fútil motivação, dizendo ‘petista vai morrer tudo’, detonou dois disparos contra a vítima, atingindo-a no abdômen e na coxa direita, o que a fez cair. Ato contínuo, o denunciado, correndo, ingressou no quiosque e, extravasando todo seu animus necandi, detonou mais um disparo na vítima já caída, sem, contudo, alvejá-la, por força da intervenção de Pâmela”, descrevem os promotores. O MP descreve o motivo como fútil e cita "preferência político-partidárias".

O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira (20) Jorge Guaranho por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por situação de perigo comum. O policial, que recebeu alta da UTI, matou o petista Marcelo Arruda, após invadir a festa de aniversário dele em Foz do Iguaçu.

A denúncia descreve que Jorge Guaranho chegou ao local da festa dentro de um carro, com a esposa e o filho, com uma música alusiva ao presidente Jair Bolsonaro (PL). A comemoração de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz, tinha a temática do partido e do ex-presidente Lula (PT).

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