Petistas criticam Molon por manter pré-candidatura ao Senado pelo Rio

Políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio foram às redes sociais criticar abertamente a manutenção da candidatura de Alessandro Molon (PSB) ao Senado: “falta humildade, sobra descompromisso”. Segundo eles, o acordo entre os dois partidos previa que a vaga fosse de André Ceciliano (PT).

Wadih Damous, advogado de Lula e pré-candidato à Câmara dos Deputados, disse que “não é aceitável uma chapa majoritária no estado do Rio com catinga lavajatista”. Molon foi um dos apoiadores da operação no estado e chegou a dizer que preferia aguardar a decisão de Sérgio Moro antes de opinar sobre a inocência de Lula.

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— O PSB, ao homologar a candidatura de Molon ao Senado, descumpriu o acordo celebrado com o PT. Isso se chama falta de respeito. Na política, o descumprimento de acordo sempre gera consequências. O PT vai ter de reavaliar o quadro eleitoral no Rio — escreveu Dahmous.

A vereadora Tainá de Paula, ao condenar o episódio, ressaltou o que considera como trunfos de Marcelo Freixo, que “vem se preparando há anos para esse desafio”, e de André Ceciliano, “que a maioria sequer conhece, lida com a Assembleia Legislativa mais miliciana do país, moralizou a receita do Petróleo do Estado e lida com coragem com os problemas do Rio”.

— É para ele que as parlamentares negras ameaçadas ligam para estarem vivas e protegidas. O que me parece é que há uma raiva e mesquinhez profundas. Um ódio pelo fato da política que pode salvar o Rio do poço venha do PT, não à toa parece que todos os antipetistas se lançaram, juntos ou separados, para derrubar Freixo e André.

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Alberto Cantalice, membro do Diretório Nacional do PT, disse que o descumprimento de um acordo pelo PSB nas eleições do Rio causa instabilidade política e prejudica a candidatura de Marcelo Freixo. Segundo ele, não cabem na chapa majoritária dois políticos oriundos das classes médias e com base política na zona nobre. “Falta humildade, sobra descompromisso”, escreveu.

Já Washington Quaquá, um dos líderes do PT, defendeu a retirada do apoio a Freixo na saída da convenção que oficializou a candidatura de Lula, nesta quinta-feira. Ele disse que uma chapa formada por Freixo e Molon é “estreita demais”, além de romper com acordos políticos.

No instagram, Quaquá publicou que a posição do PSB mostra total desprezo a palavra e aos códigos elementares da política, o que considera inadmissível. O desacordo entre os dois partidos levou ao adiamento da convenção que lançaria Freixo ao Palácio Guanabara, e o PT agora reavalia manter o apoio ao nome do deputado.

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