Petro nomeia juiz anticorrupção para pasta da Defesa na Colômbia

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Iván Velásquez, um renomado juiz que presidiu a comissão anticorrupção da ONU na Guatemala, foi nomeado novo ministro da Defesa pelo presidente eleito da Colômbia, Gustavo Petro. Anúncio era um dos mais aguardados desde que o primeiro chefe de Estado de esquerda foi eleito no país em junho.

"Agradeço ao presidente @petrogustavo pela nomeação muito honrosa que me deu como ministro da Defesa. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para corresponder à sua confiança e ajudá-lo a construir aquele país com o qual tanto sonhamos. Pela vida, pela paz, pela democracia!”, tuitou o futuro ministro.

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Velásquez, de 67 anos, sem formação militar, será responsável por cerca de 228 mil militares e 172 mil policiais que compõem as Forças Armadas mais numerosas do continente depois do Brasil.

Em 2013, ele foi nomeado para liderar a Comissão Internacional da ONU contra a Impunidade na Guatemala, que entre 2007 e 2019 acompanhou o sistema de Justiça guatemalteco para limpar o aparato estatal, então infiltrado pela máfia.

Em 2017, chegou a pedir a retirada da imunidade do presidente Jimmy Morales (2016-2020) por suspeita de financiamento ilegal de sua campanha. O então presidente tentou, sem sucesso, expulsá-lo do país, mas em 2018 conseguiu proibi-lo de entrar.

Antes de sua passagem pela América Central, Velásquez enfrentou os paramilitares que penetraram a política na Colômbia como magistrado auxiliar da Corte Suprema de Justiça. As investigações que ele coordenou levaram à descoberta em 2006 de uma aliança entre esses sangrentos grupos armados e congressistas. Cerca de 70 parlamentares foram condenados pelo escândalo da "parapolítica".

Seu trabalho gerou inimigos importantes, como o ex-presidente de direita Álvaro Uribe (2002-2010). Como resultado de suas revelações, Velásquez também foi vítima de escutas telefônicas ilegais por parte do extinto Departamento Administrativo de Segurança (DAS), que dependia da presidência. Em 2020, por ordem da Justiça, o ex-ministro da Defesa Diego Molano pediu desculpas em nome do Estado.

Aumento da violência no país

A nomeação de Velásquez ocorre em um contexto de aumento da violência na Colômbia, que ainda parece muito longe de alcançar a pacificação seis anos depois do acordo selado pelo governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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O Conselho de Segurança da ONU, que monitora a implementação do acordo, expressou nesta sexta-feira sua preocupação com as persistentes ameaças ao processo de paz no país e pediu ao novo governo que "desmantele grupos armados ilegais" e aumente a presença do Estado nas áreas afetadas pelo conflito.

Pediu também que Petro garanta a "implementação integral" do Acordo de Paz, com especial ênfase nos aspectos étnicos e de gênero, e saudaram sua intenção de negociar a paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN).

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