Petrobras perde disputa nos EUA para Iesa após cancelar encomendas

Bruno Rosa
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RIO - A Petrobras foi condenada a pagar uma indenização à Iesa Óleo e Gás após cancelar uma encomenda de módulos para plataformas de petróleo em 2014. Um tribunal arbitral, com sede em Nova York, determinou o pagamento de cerca de US$ 37 milhões, mais juros, pela subsidiária integral Petrobras Netherlands (PNBV) e o pagamento de cerca de US$ 33 milhões, mais juros, pela subsidiária Tupi (que tem 67,5% de participação na PNBV). Com base na cotação atual do câmbio, o valor chega a quase R$ 370 milhões.

No fim de 2014, a estatal cancelou, sem dar explicações, um contrato de US$ 911 milhões, que previa a construção de 24 módulos de compressão para seis plataformas de petróleo e mais oito para duas replicantes do pré-sal. A Iesa foi uma das empresas investigadas pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), por supostas irregularidades em contratos firmados com a estatal.

Segundo a Petrobras, a arbitragem correu sob confidencialidade. A estatal informou que parte do valor já foi provisonado em seu balanço e que o restante (US$ 33 milhões) será reconhecido no resultado do 4º trimestre de 2020.

A Iesa chegou a anunciar a construção de uma fábrica, às margens do Rio Jacuí, com investimentos anunciados de R$ 100 milhões, para poder atender a demanda da estatal.