Petrobras: processo de mudança no comando completa 15 dias e longe de uma solução

O processo de mudança no comando da Petrobras completa 15 dias cheio de percalços. O governo ainda não fechou os novos nomes ao Conselho de Administração da estatal. A companhia, por sua vez, recebeu documentação incompleta de Caio Paes de Andrade para comandar a companhia no lugar de José Mauro Coelho, demitido no último dia 23 de maio.

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De acordo com fontes, o processo de análise de Caio Paes de Andrade está em "on hold", já que a estatal ainda não recebeu a documentação completa. A empresa recebeu os primeiros documentos de Caio na última terça-feira. Só após esse "check" completo é que o Comitê de Pessoas (Cope) começa a analisar o nome proposto pelo governo.

Segundo analistas, Caio Paes de Andrade não preencheria os requisitos para o comando da empresa de acordo com as disposições da Lei das Estatais.

Pelas regras da estatal, é preciso enviar o currículo completo, comprovações de experiências profissionais e de cursos educacionais, entre outros.

No início de maio, o presidente Jair Bolsonaro demitiu Bento Albuquerque do posto de ministro do MME e nomeou Adolfo Sachsida, nome de confiança de Paulo Guedes, ministro de Economia.

Porém, segundo uma outra fonte, desde a semana passada nomes ao Conselho estão na mesa de Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil.

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Dentro da estatal, a expectativa é que os novos nomes sejam enviados ainda essa semana pelo governo, dizem fontes.

Segundo o colunista Lauro Jardim, Jônathas de Castro, o número 2 da Casa Civil, foi convidado para ocupar um dos assentos do novo conselho de administração da estatal.

Outro nome na lista é o de Edison Antonio Costa Britto Garcia, atual presidente do Conselho de Administração do Banco de Brasília, segundo Lauro Jardim.

Além disso, outro nome seria o de Iêda Cagni, atual presidente do conselho do Banco do Brasil, que também já foi convidada.

Como Coelho foi eleito pelo sistema de voto múltiplo (conjunto) na última assembleia de acionistas, todos os outros sete conselheiros precisam ser eleitos novamente com a saída do executivo.

No último encontro, dessas oito vagas, os minoritários conseguiram conquistar duas vagas. POr isso, o governo pode agora indicar oito nomes e tentar aumentar sua presença no Conselho.

Ao todo, das 11 vagas, a União tem hoje seis representantes, seguido de quatro dos minoritários e um nomeado pelos empregados.

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