Petrobras quer perfurar em 2022 blocos no Foz do Amazonas devolvidos por sócios após polêmica ambiental

·1 minuto de leitura

RIO - A Petrobras pretende perfurar os primeiros blocos exploratórios na polêmica Margem Equatorial, região onde está localizada a polêmica bacia do Foz do Amazonas, no próximo ano. Em abril, a Petrobras comprou da BP participação em áreas de petróleo envolvidas em polêmica ambiental na região.

Em coletiva de imprensa para detalhar os resultados financeiros da estatal no primeiro trimestre, Fernando Borges, novo diretor executivo de Exploração e Produção da companhia, disse que a estatal espera obter o licenciamento do Ibama no início de 2022 para perfurar as áreas na Margem Equatorial.

- Temos a previsão de furar pelos menos três poços exploratórios no fim de 2022, nas bacias Pará-Maranhão, Foz do Amazonas e Barreirinhas. A gente considera a Margem Equatorial uma fronteira exploratória e empenhamos bastante dedicação e estudo para atender aos requisitos ambientais - disse ele, destacando que a área tem uma reserva de 10 bilhões de barris após as descobertas nos países vizinhos como Guiana e Suriname.

Com a compra de parte da BP, a Petrobras passa a ser dona dos seis blocos no Foz do Amazonas que haviam sido adquiridos na 11ª Rodada de Licitação de Blocos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), ocorrida em 2013.

Além da BP, a Total tinha uma fatia nos blocos, mas em setembro de 2020 a Petrobras assinou acordo para assumir a operação e a integralidade das participações da Total nestes contratos, que ainda estão sujeito à aprovação da ANP.

BP e Total vinham se queixando nos bastidores, segundo fontes, das dificuldades no licenciamento ambiental. Até hoje, ainda há discussões com o Ibama sobre as exigências para que sejam iniciadas as etapas da atividade de exploração. A área é considerada por ambientalistas uma das mais ricas em biodiversidade do planeta.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos