Petrobras recebe documentos e já analisa nome de Paes de Andrade para presidência

A Petrobras recebeu na última terça-feira os documentos enviados pelo ministério de Minas e Energia para chancelar a nomeação de Caio Paes de Andrade ao cargo de presidente da estatal, de acordo com fontes do setor.

Caio Paes de Andrade foi indicado pelo governo após o presidente Jair Bolsonaro demitir José Mauro Ferreira Coelho, que havia assumido a empresa em abril deste ano. Pesaram contra o executivo as altas nos preços dos combustíveis como a do diesel feita em meados de maio.

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Segundo analistas, Caio Paes de Andrade não preencheria os requisitos para o comando da empresa de acordo com as disposições da Lei das Estatais.

Ontem, ocorreu uma reunião entre o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, Paes de Andrade e os membros representantes da União no Conselho de Administração da estatal.

Até o momento, a intenção do governo é manter os atuais seis integrantes do Conselho que representam a União, mas a ideia ainda não está 100% fechada, segundo uma fonte do setor.

Entre os nomes que o governo sinalizou que pretende manter estariam Márcio Weber, hoje presidente do Conselho, Ruy Flaks Schneider, que também é preside o Conseho da Eletrobras, além de Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Luiz Henrique Caroli e Murilo Marroquim de Souza.

Uma outra fonte lembrou que o governo deve enviar ainda mais dois nomes ao Conselho, totalizando oito indicações a que tem direito. A lista final ainda não está 100% aprovada. A intenção é enviar ainda hoje à Petrobras.

Porém, a reunião com parte do Conselho pegou de surpresa o próprio Coelho, que não sabia do encontro, assim como outros nomes da alta administração.

Como Coelho foi eleito pelo sistema de voto múltiplo (conjunto) na última assembleia de acionistas, todos os outros conselheiros precisam ser eleitos novamente com a saída do executivo. No último encontro, dessas oito vagas, os minoritários conseguiram conquistar duas vagas.

Após os nomes serem indicados pelo governo, a Petrobras tem um prazo de oito dias para analisar os nomes, após a checagem de documentos ser concluída. Após essa etapa, os nomes são enviados ao Conselho de Administração, já com o parecer do Comitê de Pessoas, que marca uma assembleia de acionistas com um intervalo mínimo de 30 dias.

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