Petrobras retomará processos de venda de três refinarias

O reinício do processo é anunciado no mesmo dia em que a Petrobras aprovou o nome de Caio Paes de Andrade para assumir o controle da empresa (Getty Creative)
O reinício do processo é anunciado no mesmo dia em que a Petrobras aprovou o nome de Caio Paes de Andrade para assumir o controle da empresa (Getty Creative)
  • Refinarias à venda ficam em Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul

  • O processo de venda foi retomado após não aparecerem interessados nas unidades

  • Anúncio da retomada do processo foi feito no mesmo dia da aprovação do nome de Caio Paes de Andrade para assumir o controle da empresa

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (27) que irá reiniciar os processos de venda das refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

De acordo com informações do Portal G1, "o plano de desinvestimento em refino da Petrobras inclui ainda a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor)".

O processo de venda foi retomado após não aparecerem interessados nas refinarias. Em agosto do ano passado, a estatal chegou a encerrar o processo de venda da Abreu e Lima.

Insatisfação do setor

O reinício do processo é anunciado no mesmo dia em que a Petrobras aprovou o nome de Caio Paes de Andrade para assumir o controle da empresa. A aprovação, no entanto, gerou fortes repercussões em diversos setores da sociedade. Para os trabalhadores da estatal, representados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), o executivo não está apto para assumir a gerência da estatal e a decisão será questionada na justiça.

A FUP, ao lado da Anapetro, associação de acionistas petroleiros, está preparada para entrar antes do fim desta semana com uma ação na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Deyvid Barcelar, coordenador-geral da FUP, afirmou que "a decisão do Conselho de Administração da empresa é ilegal, pois o currículo e a experiência profissional do indicado são reconhecidamente insuficientes para gerir a maior empresa do Brasil, o que fere a Lei das Estatais”.

Paes de Andrade já foi aprovado pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg) da Petrobras e pelo Conselho de Administração da Estatal. Segundo fontes internas, três conselheiros de administração votaram contra sua nomeação à presidência, enquanto somente o conselheiro Francisco Petros votou contrário a sua indicação no Celeg.

Entretanto ainda faltam etapas para que o executivo assuma o controle da empresa, como uma deliberação em Assembleia Geral Extraordinária (AGO), e a assinatura de um termo de posse em cerimônia pública.

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