Petrobras se endividou em R$ 900 bilhões como disse Bolsonaro? Checamos

Durante o debate, Bolsonaro não citou dados corretos ao falar de endividamento de R$ 900 bilhões da Petrobras durante gestão do PT (Reprodução)
Durante o debate, Bolsonaro não citou dados corretos ao falar de endividamento de R$ 900 bilhões da Petrobras durante gestão do PT (Reprodução)

Na noite do último domingo (28), seis candidatos à Presidência participaram do primeiro debate das Eleições de 2022. O encontro foi promovido pela Bandeirantes em parceria com Folha de S. Paulo, Uol e TV Cultura.

O Yahoo Notícias promoveu checagem de dados apresentados pelos candidatos durante o debate que você pode conferir clicando aqui.

A seguir, checagem de fala do candidato Jair Bolsonaro (PL) sobre endividamento da Petrobras ao longo dos 14 anos de governo do PT.

Por que você tem que ler essa matéria: a Petrobras foi um dos temas que mais repercutiu no primeiro debate, seja internamente em disputas entre candidatos, ou nas redes sociais que se movimentavam por conta dessa temática. Entender se os valores usados foram corretos é importante para a prática democrática.

Checagem: Petrobras se endividou em R$ 900 bilhões como disse Bolsonaro?

"A Petrobras, ao longo de 14 anos de PT, se endividou em torno de R$ 900 bilhões"

Presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), no primeiro debate de 2022, em 28 de agosto de 2022

O número apresentado por Bolsonaro é exagerado. Nenhum valores registrados em documentos oficiais se aproxima de R$ 900 bilhões.

Após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) – que ocorreu em agosto de 2016 –, a dívida bruta da Petrobras era de aproximadamente R$ 398 bilhões.

O número foi apresentado no demonstrativo financeiro da estatal referente ao terceiro trimestre de 2016. O valor atualmente seria de cerca de R$ 505 bilhões, corrigido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Em relação ao prejuízo causado por esquemas de pagamentos indevidos, a Petrobras calculou, em 2014, um valor próximo de R$ 6,2 bilhões. O montante corresponderia a R$ 10 bilhões nos dias de hoje.

Já conforme um laudo da PF (Polícia Federal) de 2015, os prejuízos da estatal com tais esquemas poderiam alcançar até R$ 43 bilhões, cerca de R$ 63 bilhões em valores atuais.

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