Petrobras vende refinaria da Bahia e suspende processo no Paraná

Bruno Rosa
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RIO - Após alguns atrasos, a Petrobras anunciou na manhã desta segunda-feira que vendeu a Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos, na Bahia, para o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão.

Mas, por outro lado, a estatal suspendeu a venda da refinaria no Paraná, a Presidente Getúlio Vargas (Repar), já que os preços ficaram abaixo da expectativa. Segudo fontes do setor, a estatal vem encontrando dificuldades para se desfazer das unidades por conta do baixo preço do petróleo no mercado internacional.

Em comunicado, a empresa disse que "decidiu pelo encerramento do processo, uma vez que as condições das propostas apresentadas ficaram aquém da avaliação econômico-financeira da Petrobras. Assim, a companhia iniciará tempestivamente novo processo competitivo para essa refinaria".

Segundo uma fonte, a Repar tem preço superior à Rlam ter um valor superior de mercado por produzir combustíveis mais nobres.

Ao todo, a estatal está vendendo outras seis unidades de refino espalhadas pelo Brasil (Refap, Reman, Rnest, Regap, Lubnor e Six). Embora a estatal tenha dito que os processos sejam concluídos em abril, parte do mercado aposta que haverá novos atrasos.

Atualmente, a companhia negocia com a Ultrapar a venda da Refap (no Rio Grande do Sul). Sem citar nomes, a Petrobras garantiu que está em conversas com outras empresas para se desfazer da Reman (no Amazonas), da Lubnor (no Ceará) e da Six (Paraná). Já a Rnest (Pernambuco) e a Regap (Minas Gerais) devem ter suas negociações iniciadas até março deste ano.

Entre 2021 e 2025, a estatal tem planos de arrecadar entre US$ 25 bilhões e US$ 35 bilhões com a venda de ativos, que incluem ainda campos de petróleo, térmicas e parte da BR, por exemplo.

A estatal já informou em outros momentos que a pandemia do coronavírus atrapalhou o cronograma de venda do ativo.