Pezão nega ter participado de casamento na Itália

Mário Peixoto, preso nesta quinta-feira, na operação da PF e do MPF

O ex-governador Luiz Fernando Pezão negou nesta sexta-feira que tenha sido um dos 50 convidados da cerimônia de casamento do empresário Mário Peixoto em maio de 2014, em um castelo na Itália. Na cerimônia, estiveram presentes os então deputados estaduais Paulo Melo (preso nesta quinta-feira) e Jorge Picciani. Picciani, inclusive, foi um dos padrinhos de Mário Peixoto.

- Não fui para casamento algum na Itália. No máximo estive com esse empresário duas vezes. Não entendo como meu nome foi associado a esse casamento - disse Pezão, que, no entanto, ressaltou não ter como informar agora sua agenda na época do casamento.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto foram presos na manhã desta quinta-feira em mais uma etapa da Lava-Jato no Rio, a Operação Favorito, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF). As investigações referem-se a desvios em contratos na área da saúde envolvendo organizações sociais e contaram com interceptação telefônica e quebras de sigilo telemático.

De acordo com investigações da Polícia Federal, do Ministério Público fluminense e do Ministério Público Federal, Mário Peixoto e outros empresários, incluindo o ex-presidente da Assembleia Legislativa Paulo Melo, vinham planejando e explorando esquemas de superfaturamento em compras e serviços contratados, em caráter emergencial na área de saúde. Até mesmo os hospitais de campanha para tratamento de pacientes com a Covid-19 entraram, segundo denúncias de promotores, na mira dos fraudadores, que teriam causado um prejuízo de quase R$ 700 milhões aos cofres públicos nos últimosoito anos.