PF abre inquérito para investigar policial civil de MG que pediu morte de Lula e Alckmin

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma ameaça de morte ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato a vice na chapa dele, o ex-governador Geraldo Alckmin. As intimidações partiram do policial civil de Minas Gerais Gustavo Araújo. Em seu perfil no Instagram, ele defendeu um atentado contra a dupla e atacou o Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Por favor, alguém mate o preso Lula, mate também o seu vice, porque os juízes do STF são criminosos, então se é a lei do velho oeste, matem esses filhos da puta, decapitem Lula”, escreveu Araújo na rede social. Em outra publicação, o policial aparece em uma foto segurando uma arma e vestido de verde amarelo. Abaixo a imagem, escreveu: "Bolsonaro 2022".

A investigação foi aberta na PF a pedido da equipe de policiais federais responsáveis pela segurança de Lula, comandada pelo delegado Andrei Rodrigues. Outro procedimento, na esfera administrativa, foi aberto pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais para apurar a conduta do servidor.

A Polícia Federal tem pelo menos outras duas apurações de ameaça de morte a Lula. Uma delas está a cargo da superintendência de São Paulo e apura a autoria de um e-mail enviado ao Instituto Lula no dia seguinte ao primeiro turno, em 3 de outubro. O autor da mensagem afirmou que esperaria Lula na sede do instituto para matá-lo com oito tiros de revólver 357.

Um segundo procedimento foi aberto em Santa Catarina, estado onde o empresário bolsonarista Luiz Henrique Crestani usou seu perfil no Instagram para publicar um vídeo praticando tiro ao alvo a uma imagem de Lula. O caso foi revelado pela colunista Malu Gaspar.