PF abre inquérito contra Bolsonaro por associar vacina contra covid e Aids

Presidente Jair Bolsonaro será investigado pela Polícia Federal por desinformação sobre vacina contra a covid (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro será investigado pela Polícia Federal por desinformação sobre vacina contra a covid (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Polícia Federal abriu novo inquérito contra Jair Bolsonaro

  • PF vai investigar associação feita pelo presidente entre vacinas contra a covid e desenvolvimento da Aids

  • Declaração foi feita por Bolsonaro durante uma live nas redes sociais em outubro do ano passado

A Polícia Federal abriu um novo inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), por causa da associação feita entre a vacina contra a covid-19 e o desenvolvido da Aids. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles.

A investigação da PF tem como objetivo apurar se Bolsonaro cometeu os crimes de epidemia, infração de medida sanitária preventiva e de incitação ao crime.

A responsável pela investigação será a delegada Lorena Lima Nascimento. Segundo a Folha de S. Paulo, a delegada pediu que a live seja transcrita por inteiro e que sejam identificados os sites usados de base para as informações repassadas por Bolsonaro.

Relembre o caso

Em uma live em outubro de 2021, Bolsonaro mentiu ao dizer que as vacinas contra a covid-19 poderiam levar ao desenvolvimento da Aids.

“Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) muito mais rápido que o previsto". Sabendo que a fala era falsa, Bolsonaro emendou: "Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha live", afirmou, falsamente, Bolsonaro na ocasião.

A declaração foi desmentida por diversos especialistas, médicos e pesquisadores.

Na época, a Procuradoria-Geral da República abriu uma investigação preliminar, mas o caso não avançou, diante da demora de Augusto Aras em levar o caso adiante, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, instaurou um inquérito.