PF conclui inquérito e indicia autor de postagem que atacou senador Contarato

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BRASÍLIA — A Polícia Federal indiciou o homem responsável por publicação que ataca o senador Fabiano Contarato (Rede) e seu filho. A postagem foi divulgada no Facebook no dia 15 de novembro por Giovani Loureiro. A publicação trazia uma foto do senador com o filho na praia de Vila Velha e chamava Contarato de “infeliz” e “sem vergonha”, além de alegar que o parlamentar estava com o filho para fazer “marketing”. Segundo nota da PF enviada ao senador, a investigação já foi encerrada e Loureiro foi indiciado por crime de injúria qualificada por ter sido cometida contra funcionário público, em razão de suas funções, além do crime ter sido cometido ou divulgado na internet.

A publicação foi amplamente divulgada nas redes sociais e levou o senador a prestar depoimento à PF e registrar boletim de ocorrência. Contarato alegou que foi vítima de crime de ódio e discriminação. O inquérito foi instaurado na Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo.

"O conteúdo da postagem recebida pelo declarante causou-lhe extrema indignação, desconforto familiar, caracterizando, no mínimo, crime de ódio e discriminação contra a pessoa deste Senador da República e de seu filho Gabriel", diz trecho do termo de declaração do senador.

Na última quinta-feira, Giovani Loureiro afirmou se arrepender “profundamente” de ter feito a publicação.

"Eu me arrependo profundamente de ter feito isso. Realmente me arrependo, eu não sabia que ia ter uma repercussão tão grande assim. Aquela postagem foi sobre ele, única e exclusivamente como político, não tem nada a ver com a pessoa dele. Não tinha nada a ver com a criança, nada de cunho homofóbico, mas recebeu uma proporção tão enorme que até ameaça estou recebendo. Inclusive, na praia, eu não fui até ele justamente em respeito ao filho dele", comentou Giovani ao jornal A Gazeta.

Em nota repassada à assessoria do senador, a PF explicou que “diante da confissão e arrependimento expresso do investigado em relação a sua postagem, foi dispensada a busca pela evidência digital e a oitiva de testemunhas, restando ao delegado a análise das condutas criminosas percebidas na referida na postagem”.

A polícia também relatou que o investigado foi indiciado pelos crimes de injúria, crime contra funcionário público em razão de suas funções e por crime cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores.

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