PF cruza mensagens de empresários golpistas com informações de outras investigações

Alexandre de Moraes foi o responsável por autorizar operação contra empresários, deflagrada pela Polícia Federal (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Alexandre de Moraes foi o responsável por autorizar operação contra empresários, deflagrada pela Polícia Federal (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

A Polícia Federal está fazendo um cruzamento de informações entre mensagens trocadas entre empresários bolsonaristas que se manifestaram a favor de um golpe de Estado e outros dados obtidos em investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, como a organização de atos de 7 de setembro em 2021 e do inquérito das milícias digitais. As informações são do portal Uol.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes está mantida em sigilo, mas a operação foi deflagrada na última terça-feira (23) pela PF, com autorização do presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo o Uol, a pessoas próximas, Moraes declarou que só vai retirar o sigilo da investigação quando isso não significar um risco ao trabalho da Polícia Federal.

Operação contra empresários

A Polícia Federal cumpriu na terça-feira (23) mandados de busca contra empresários bolsonaristas que em um grupo de mensagens defenderam um golpe de Estado caso o ex-presidente Lula (PT) vença Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais marcadas para o início de outubro. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, as buscas foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação da PF tem como alvos: Luciano Hang (Havan), José Isaac Peres (rede de shopping Multiplan), José Koury (Barra World Shopping), Afrânio Barreira (Grupo Coco Bambu), André Tissot (Grupo Serra), Meyer Nirgri (Tecnisa), Ivan Wrobel (Construtora W3) e Marco Aurélio Raimundo (Mormai).

As mensagens em tom golpistas foram reveladas inicialmente pelo portal "Metrópoles" e mostram diálogos anti-democráticos em caso de vitória de Lula, candidato que lidera as pesquisas de intenção.

Segundo a "Globonews", os mandados são cumpridos em cinco estados diferentes: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

Na última quinta-feira (18), Bolsonaro se irritou ao ser questionado sobre o teor anti-democrático das mensagens de empresários que são seus apoiadores. O presidente chegou a chamar de 'fake news' a notícia de que empresários estariam defendendo um golpe. O Yahoo! checou a fala do presidente e concluiu que fala de Bolsonaro é enganosa.