PF e Polícia Civil dizem que investigados por atos de vandalismo em Brasília frequentaram acampamento no QG do Exército

A Polícia Civil e Polícia Federal afirmaram nesta quinta-feira que os investigados por atos violentos realizados em Brasília no último dia 12 frequentaram o acampamento de atos antidemocráticos montado no quartel-general do Exército, na capital federal.

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A informação foi confirmada pelo próprio diretor-geral da PF Márcio Nunes de Oliveira, durante entrevista coletiva sobre a operação deflagrada nesta quinta.

— Vários dos indíviduos, quase a totalidade, passaram pelo QG — afirmou.

O delegado da Polícia Civil Leonardo Cardoso, que também acompanha as investigações, disse que também detectaram esse vínculo.

— O que se apurou sobre o dia 12 é que não havia um planejamento prévio. Eram pessoas que de alguma forma frequentavam o movimento que está instalado o QG do Exército — afirmou.

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil e a Polícia Federal deflagraram a Operação Nero, que cumpre 11 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. Até o momento, apenas quatro foram presos. Os demais estão sendo procurados ainda.

O acampamento bolsonarista no QG do Exército se tornou uma preocupação para as autoridades depois que a Polícia Civil e a Polícia Federal identificaram um grupo extremista que havia adquirido armas e planejado a realização de atos violentos na capital, para tumultuar a posse do presidente eleito no dia 1º de janeiro.

Após reunião na terça-feira com o governador do DF Ibaneis Rocha para discutir o esquema de segurança, o futuro ministro da Justiça Flávio Dino anunciou que iria solicitar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a proibição do porte de armas no DF durante esse período e anunciou uma negociação para a desmobilização do acampamento, medida já acolhida por Moraes.

– Qualquer posse ou porte de arma nesse período será considerado crime. Esperamos ter mais uma camada de proteção para que as forças policiais fiquem autorizadas a apreender armamentos e prender em flagrante quem circular no Distrito Federal nesse período da posse portando armamentos. – declarou o futuro ministro na ocasião.