PF indicia quatro pessoas na investigação das mortes de girafas importadas pelo Bioparque

A Polícia Federal indiciou quatro pessoas no inquérito que investiga a importação de 18 girafas vindas da África do Sul para o Rio de Janeiro, com destino ao Bioparque. Três animais morreram ao serem submetidos a maus tratos, segundo o órgão. O relatório final da investigação foi apresentado no dia 1 de novembro ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal.

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Dois representantes da empresa responsável pela importação dos bichos foram indiciados por maus-tratos. Para a PF, a dupla prezou "pela redução de custos em detrimento do bem-estar e da segurança dos animais". A pena é de detenção de três meses a um ano. O crime foi cometido 18 vezes, uma para cada animal, de acordo com o órgão.

Dois servidores públicos foram indiciados pelo crime de fazerem declarações falsas em procedimento de licenciamento ambiental. Segundo a PF, a importação das girafas não deveria ter sido autorizada por "ausência de requisitos fundamentais". No caso, a presença de recintos com uma metragem mínima e outras condições básicas para a sobrevivência das girafas no Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba. A pena é de um a três anos de reclusão, além de multa.

Entenda o caso

Os animais desembarcaram no Brasil em 2021, compradas pelo BioParque do Rio. Originárias de Joanesburgo, na África do Sul, elas ficariam alojadas no Portobello Safári, em Mangaratiba, que fechara uma parceria com o zoológico para "pesquisa, conservação e manejo" dos animais.

A morte dos animais aconteceu no dia 14 de dezembro. Nessa data, veterinários tentaram tirar os animais do galpão em que estavam e levá-los para um solário. No entanto, seis girafas fugiram durante a operação. Todas foram recuperadas, mas três acabaram morrendo em seguida.