PF intimou Olavo de Carvalho para prestar depoimento sobre milícias digitais, mas defesa pediu adiamento

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BRASÍLIA — A Polícia Federal intimou o guru bolsonarista Olavo de Carvalho para prestar depoimento sobre a existência de uma organização criminosa digital com ataques às instituições democráticas, mas ele não compareceu. Sua defesa alegou que ele estava com problemas de saúde e não poderia ser interrogado.

A intimação foi determinada no início de agosto, logo depois que Olavo de Carvalho teve alta de uma internação no hospital. Dias depois, o escritor se internou novamente no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor), em São Paulo, no final da noite do dia 9 de agosto, com quadro de insuficiência cardíaca e renal aguda e infecção sistêmica, segundo nota do hospital. Por isso, a defesa pediu o adiamento.

"Como explicado por telefone, o sr. Olavo de Carvalho está hospitalizado em razão do seu fragilizado estado de saúde e, nas circunstâncias atuais, não possui condições de depor nessa data", informou o advogado Rodrigo do Canto.

O objetivo da tomada de depoimento do guru bolsonarista era saber sua relação com as milícias digitais e a disseminação de ataques às instituições democráticas. Com o pedido de adiamento, a PF suspendeu o depoimento. Ainda não foi marcada nova data.

"Certifico que o mandado de intimação de fl. 105 foi cancelado, por debilitada saúde do intimando, conforme parecer médico recebido por e-mail nesta descentralizada", escreveu a PF.

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