PF investiga jogadores e cantores que compraram carros ilegais

Rio de Janeiro, 8 out (EFE).- A Polícia Federal investiga os jogadores Kleberson, Émerson Sheik e Diguinho e os cantores Belo e Latino, que compraram automóveis de luxo apreendidos na sexta-feira em uma operação contra a máfia israelense acusada de contrabando, informou neste sábado a imprensa local.

Entre os 35 automóveis confiscados por suspeita de irregularidade na importação está Kleberson, do Atlético Paranaense, campeão do mundo de futebol em 2002 com o Brasil e que fez parte do elenco que foi à África do Sul no ano passado, o atacante Émerson, do Corinthians, e Diguinho, meia do Fluminense, segundo o site do jornal "O Globo".

Em comunicado, Kleberson informou que comprou seu Jipe em abril "em uma empresa que funciona regularmente e cujo valor já foi pago integralmente".

O jornal indicou que na lista de investigados consta ainda o cantor Belo, condenado por tráfico de drogas e que cumpriu pena de seis anos, e o cantor Latino.

Os três jogadores, os dois cantores e os demais proprietários dos automóveis de luxo apreendidos serão citados no processo de investigação e correm o risco de ser acusados, se comprovado que se beneficiaram do esquema fraudulento para evadir impostos, apontou a informação.

A Polícia Federal deteve na sexta-feira 13 pessoas - três deles estrangeiros - supostamente envolvidas com a máfia israelense acusada de contrabando de automóveis e pedras preciosas, jogo ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Na operação que envolveu 500 agentes e procuradores de justiça foi confiscada uma grande quantia em pedras preciosas e dinheiro, e a Justiça ordenou o bloqueio dos bens da quadrilha, avaliados em torno de R$ 50 milhões.

A quadrilha, conhecida como Família Abergil, explorava máquinas de caça-níqueis e com o dinheiro arrecadado financiava a importação irregular de automóveis de luxo usados, o que é ilegal no Brasil. O grupo criminoso teria trazido ao país cerca de 100 carros.

A investigação durou aproximadamente dois anos e contou com o apoio das agências de inteligência de Israel, do Reino Unido e dos Estados Unidos. EFE