PF investiga organização criminosa infiltrada nas eleições em Mato Grosso

Celso Bejarano
·1 minuto de leitura
Prefeitura de Barra do Garças
Prefeitura de Barra do Garças

BRASÍLIA — A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira operação busca e apreensão numa investigação que apura atuação de uma organização criminosa envolvida em fraudes na campanha municipal na cidade de Barra do Garças, cidade a 500 km de distância de Cuiabá (MT). Segundo pessoas com acesso ao caso, a organização criminosa atua no Rio de Janeiro e tem ramificações em outros estados.

Em nota, a PF informou que um dos alvos da operação, chamada de Captura de Estado, já teria concorrido, no passado, em eleição realizada na cidade de Nova Iguaçu. Ainda segundo a polícia, na manhã de hoje, essa ex-candidatado foi presa em flagrante, sob acusação de tentar destruir aparelhos celulares que tinham sido apreendidos.

Até esta manhã, a PF se limitava em divulgar apenas parte da investigação, omitindo nomes e partidos dos supostos implicados. "Não serão divulgados nomes dos candidatos e partidos políticos pela Polícia Federal", diz a nota.

Na nota, a PF apontou que membros da facção criminosa, por meio de mensagens enviadas por aplicativos de redes sociais, apontavam quem seria os candidatos da organização na eleição de Barra do Garças. Uma das estratégias usadas para bancar as candidaturas seria a difusão de notícias falsas.

"A Polícia Federal ressalta aos eleitores a desnecessidade de prestação de contas de seu voto a qualquer pessoa e/ou facção criminosa que imponha tal conduta sob ameaça ou violência de qualquer natureza, conforme apontam as denúncias investigadas, sendo o voto secreto nos termos da Constituição Federal. Qualquer conduta de tal natureza deve ser comunicada aos órgãos de controle e fiscalização eleitoral, quais sejam, Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral e Justiça Eleitoral para a imediata adoção das medidas cabíveis", diz a nota da PF.