PF investiga se irmãos Jerominho e Natalino usavam rede de farmácias para lavar dinheiro

O Globo
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Reprodução / TV Globo
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RIO - A Polícia Federal investiga se ex-vereador Jerômino Guimarães e o ex-deputado Natalino Guimarães, que são irmãos, têm utilizado uma rede de farmácias para lavar dinheiro em vários pontos da Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o site "G1", a suspeita da PF é de que parte deste dinheiro foi utilizada na campanha de Carminha Jerominho à Câmara de Vereadores e de Jéssica Natalino à vice-prefeitura, ambas pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) nas eleições de 2020, para compra de votos. Documentos da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) mostram uma movimentação suspeita de R$ 10 milhões de pessoas ligadas aos dois irmãos.

Na semana passada, a campanha de Carminha foi alvo de uma operação da Polícia Federal que mirou comitês de campanhas e empresas ligadas à prática de lavagem de dinheiro conexos a crimes eleitorais na Zona Oeste do Rio. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências de Jerominho e seu irmão, José Guimarães Natalino — ambos soltos desde o ano passado, após de passarem mais de dez anos na cadeia.

Durante as investigações, foram identificadas movimentações financeiras atípicas na ordem de R$ 1 milhão em empresas ligadas aos investigados a partir da análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (Rifs). De acordo com a PF, esses recursos possivelmente seriam destinados para gastos de campanhas eleitorais.

A "Operação Sólon" mirava também a campanha de Jéssica Natalino, filha de Natalino e candidata a vice-prefeita na chapa de Suêd Haidar (PMB), que também não conseguiu se eleger. A PF sustenta que o grupo investigado tem ligações históricas com a milícia na Zona Oeste e o objetivo de retomar o poderio político na região por meio da candidatura de parentes.

Carminha Jerominho (PMB) não conseguiu uma vaga na Câmara dos Vereadores do Rio. Ela obteve pouco mais de 4 mil votos. Essa é a segunda vez que Carminha — que é alvo de investigações da polícia por conexão com a milicia — falha ao tentar voltar ao cargo: em 2012, ela se candidatou e também não conseguiu ser eleita.