PF manda desligar som e parar bandeiraço em bar pró-Lula, em Brasília

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Agentes da PF (Polícia Federal) acompanhados de um juiz eleitoral foram na tarde deste domingo (30) ao bar Pardim, frequentado por apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília (DF), em uma ação contra crimes eleitorais.

Os agentes informaram que o bar deveria desligar o som e que os presentes teriam que parar de agitar bandeiras pró-Lula, ou o estabelecimento poderia ser multado.

"O juiz pediu para não ter bandeiraço e para desligar o som, porque seria crime eleitoral, e disse que poderia voltar depois das 17h [horário de fechamento das urnas]", disse Jarbas Pardim, dono do estabelecimento.

A ação foi executada por volta das 15h deste domingo. Vídeos do momento da abordagem mostram os agentes e o juiz sendo vaiados pelos cerca de 300 presentes no local.

A reportagem esteve no estabelecimento às 17h, quando presenciou o retorno da música, inclusive com percussão, e a comemoração do público, que voltou a entoar cantos pró-Lula e contra Jair Bolsonaro (PL).

"Aglomerações com manifestações ruidosas já configuram irregularidade. No dia da votação, duas coisas são permitidas: manifestação isolada e propaganda na Internet que foi publicada antes da eleição", afirmou o juiz Hilmar Raposo Filho, da coordenação de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, em entrevista à imprensa sobre o balanço de casos.

Um carro da Polícia Militar permaneceu no local. "Como eu vou controlar o povo?", questionou Jarbas, que afirmou que nunca a PF havia passado pelo local nos 12 anos em que é dono do bar.