PF mira magistrados suspeitos de vender sentenças em Goiás

JOÃO VALADARES
Prédio do TJ de Goiás (Foto: Divulgação)

RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (30), oito mandados de busca e apreensão em endereços de empresários, advogados e magistrados do TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás) suspeitos de envolvimento em esquema de venda de sentenças judiciais.

A Procuradoria da República em Goiás informou que os policiais federais também recolheram documentos em uma empresa ligada aos envolvidos. Dois desembargadores e um juiz estão entre os alvos da operação.

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A investigação corre em segredo de Justiça. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

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As ordens judiciais foram determinadas pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell.

A operação desta terça-feira, conforme informou a assessoria de comunicação social da PGR (Procuradoria-Geral da República), é um desdobramento da operação Máfia das Falências, que havia sido iniciada em primeira instância.

A descoberta de indícios de participação de magistrados com prerrogativa de foro no STJ fez com que as investigações passassem a ser conduzidas pela PGR.

Há indícios dos crimes de corrupção, tráfico de influência, exploração de prestígio, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Os dois desembargadores e um juiz do TJ-GO são investigados por suspeita de participação em organização criminosa envolvida com a venda de decisões judiciais em processos de recuperação judicial de empresas.

A PGR informou que, na petição enviada ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo descreve dois fatos criminosos.

Um deles estaria relacionado à tentativa de nomeação de administrador específico para atuar no processo de recuperação judicial de uma usina de álcool para a obtenção de lucros.

Outro possível crime envolve o pagamento de R$ 800 mil a um desembargador para que fosse autorizado o retorno de um investigado ao cargo de administrador judicial da usina.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos documentos e aparelhos celulares que estavam em poder dos investigados.

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