PF prende doleiro envolvido em esquema do ex-governador Sérgio Cabral

Chegada de malotes e presos da operação denominada como “Câmbio, Desligo”, na sede da Policia Federal, em São Paulo, nesta quarta-feira (20). (Foto: Guilherme Rodrigues/Futura Press)

A Polícia Federal prendeu preventivamente na manhã desta quarta-feira (20), na capital paulista, o doleiro Sérgio Guaraciaba Martins Reinas, acusado de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

O detido chegou às 9h30 na sede da Polícia Federal em São Paulo carregando uma mala. Policiais também chegaram com malotes das apreensões realizadas nesta quarta. As informações são da Agência Brasil.

Guaraciaba é suspeito de auxiliar Cabral no envio de dinheiro desviado para o exterior. Além dele, a polícia busca Nissim Chreim e Thania Nazli Battat Chreim para cumprimento da ordem de prisão preventiva, e Jonathan Chahoud, que teve determinada a prisão temporária.

A ordem partiu do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As investigações apuram a ação da organização criminosa, responsável por desvio milionário de dinheiro dos cofres públicos.

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Também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos quatro investigados, na cidade de São Paulo. Segundo o MPF, eles são suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro oriundo de um esquema de corrupção que, de acordo com as investigações, era liderado pelo ex-governador fluminense Sérgio Cabral.

A investigação dos alvos da operação de hoje foi iniciada a partir das colaborações premiadas dos irmãos Marcelo e Renato Chebar.

DOLEIROS

De acordo com o MPF, Sergio Reinas é um doleiro suspeito de ter movimentado R$ 37 milhões no esquema de lavagem de ativos investigado pelo MPF, através da compra e venda de dólares e da utilização de sua conta para a troca de cheques e pagamento de boletos, de 2011 a 2014.

Outro doleiro, Nissim Chreim, teria movimentado 22 milhões de dólares de 2011 a 2016 através da compra de dólares no exterior, por meio de contas na Suíça, em nome de empresas offshores. Depois o dinheiro era depositado em contas no Brasil ou entregue em espécie ou em cheques aos outros participantes do esquema.

Thania Chreim é esposa de Nissim e, segundo o MPF, seria sócia de algumas empresas offshore registradas no Panamá, Suíça e Ilhas Virgens. Jonathan Chreim, filho de Nissim, manteria ativos os negócios do pai no Brasil depois da saída de Nissim do país em 2017.