PF prende envolvido em sequestro de médico da UPA da Maré em hospital onde entrou com documento falso

Agentes da Polícia Federal prenderam, em flagrante, na tarde deste domingo um dos envolvidos no sequestro de um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré, em outubro de 2017, quando traficantes armados invadiram o local para resgatar um comparsa e também levaram uma ambulância para socorrê-lo. A prisão ocorreu no momento em ele estava sendo submetido a uma cirurgia de cateterismo, num Hospital da Ilha do Governador, onde se internou usando documentos falsos. Segundo fontes da polícia, o preso seria Renan Henrique Barbosa Campos, o RN, o bandido resgatado em 2017.

O preso foi levado por policiais federais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Grupo de Investigações Sensíveis de Facções (GISE/RJ) para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Depois disso, foi encaminhado ao sistema prisional.

A UPA da Maré, na Zona Norte do Rio, foi invadida por 50 homens armados em 15 de outubro de 2017. Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela polícia na época mostram, pelo menos dez homens armados, um deles com fuzil, entrando numa das salas de emergência da unidade, carregando um bandido ferido.

A polícia revelou na época que o homem ferido que era socorrido por outros bandidos era Renan Henrique Barbosa Campos, o RN, que era investigado sob suspeita de ser um dos seguranças de Thiago Folly, o TH da Maré.

O médico foi obrigado a entrar em uma ambulância, que foi utilizada para transportar Renan Henrique para possivelmente ser socorrido em uma clínica da Baixada Fluminense. Renan foi ferido com um tiro de fuzil num dos braços e estaria correndo risco de amputação.

De acordo com as investigações, Renan teria sido ferido durante um tiroteio com policiais militares nas proximidades da Linha Amarela, pouco antes da invasão da UPA.