PF prende quadrilha que fabricava cigarros clandestinos com trabalho análogo a escravidão

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Operação Tavares foi deflagrada na manhã desta terça-feira (19) (Foto: Reprodução/Polícia Federal)
Operação Tavares foi deflagrada na manhã desta terça-feira (19) (Foto: Reprodução/Polícia Federal)
  • Polícia Federal e Receita fizeram operação para desarticular organização criminosa que fabricava cigarros de forma clandestina

  • Investigação mostrou que produção era feita por pessoas em situação análoga a de escravião

  • Fábrica ilegal chegava a produzir 10 milhões de maços por mês

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira (19) uma operação para desarticular uma organização criminosa acusada de contrabando e produção de cigarros. Chamada de Operação Tavares, a ação investiga crimes de redução à condição análoga a de escravo, contra o meio ambiente e corrupção de menores. As informações são do portal Metrópoles. 

Autoridades cumprem 40 mandados de prisão e outros 56 de busca e apreensão em diversos estados, entre eles Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

A investigação começou ainda em 2020, para apurar a prática de contrabando de cigarros da região metropolitana de Porto Alegre. A organização criminosa produzia cigarros de marcas paraguaias de forma clandestinas.

Indícios apontam que a produção dos cigarros ficava à cargo de trabalhadores que seriam cooptados no Paraguai e eram mantidos em condições análogas a de escravidão. Os cigarros eram enviados para o Uruguai e também para o Rio Grande do Sul.

Segundo a investigação, a fábrica ilegal produzia cerca de 10 milhões de maços de cigarros por mês e faturava R$ 50 milhões. A Receita Federal projetou que, caso os impostos fossem recolhidos, chegariam a R$ 25 milhões ao mês.

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