PF prende suspeitos de terem ajudado a ocultar corpos de Bruno Pereira e Dom Philips

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A Polícia Federal deflagrou uma operação neste sábado e prendeu três novos suspeitos de terem ajudado na ocultação dos corpos do indigenista Bruno Pereira e Dom Philips, assassinados em junho no Vale do Javari, na Amazônia.

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Ao final, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva para aprofundar as investigações sobre pesca ilegal no Vale do Javari. Dentre eles, três eram familiares de Amarildo Costa de Oliveira, o "Pelado", que já está preso por participação no duplo homicídio. A suspeita da PF é que esses familiares também participaram da ocultação dos corpos.

O principal alvo desta operação é um suspeito conhecido pela alcunha de "Colômbia". A Polícia Federal conseguiu identificar que se trata de um cidadão colombiano de nome Ruben Dario da Silva Villar, que já está preso por participação no duplo homicídio. Segundo a PF, foram obtidos indícios de que ele seria líder e financiador de uma associação criminosa armada dedicada à prática de pesca ilegal no Vale do Javari, comercializando pescado com países vizinhos.

Dos sete mandados de prisão cumpridos neste sábado, dois eram contra pessoas que já estavam presas: Pelado e Colômbia. Com isso, o saldo final da operação foi de cinco novos presos.

Dentre os presos neste sábado está o pescador Laurimar Lopes Alves. Casado com a irmã de Pelado e conhecido como Caboclo, ou Cabôco, membro da mesma quadrilha de pescadores ilegais que o cunhado, é um dos pescadores mais antigos do município de Benjamin Constant — e um dos invasores mais recorrentes da terra indígena Vale do Javari, segundo a Univaja.

Um ofício enviado a autoridades pela Univaja denunciou que no fim da tarde de 2 de abril um grupo de três pescadores “com camisas no rosto” atirou sete vezes com uma espingarda contra a equipe de vigilância da entidade. Mais tarde, ribeirinhos disseram que entre os atiradores estavam um filho de Laurimar e outro integrante da sua quadrilha de pesca ilegal.

Conforme relatou Eliésio Marubo, advogado da Univaja, durante audiência pública no Senado em junho, vários flagrantes de pesca ilegal feita por homens armados foram reportados pela organização indigenista à Funai e à Força Nacional, mas não houve resposta das autoridades.

— O Caboclo é uma pessoa recorrente já há muito tempo, tem processos na Justiça Federal envolvendo a invasão de terra indígena. É um cara que tem um histórico de invasão recorrente à terra indígena, uma pessoa que está totalmente envolvida, não por acaso consta nos relatórios da equipe de vigilância da Univaja praticando inúmeros ilícitos na terra indígena, muito relacionados à caça e à pesca. E faz parte sim dessa quadrilha que vem nos ameaçando e causou a morte do Bruno e do nosso parceiro Dom — diz Beto Marubo, integrante da Univaja.

O duplo homicídio de Bruno e Dom teria ocorrido, de acordo com as investigações, porque o indigenista atuou para coibir a pesca ilegal na região e estava acompanhado do jornalista inglês na ocasião.

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