PF realiza operação envolvendo juízes do Ceará para apurar "prejuízo bilionário" aos cofres da União

BRASÍLIA - A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira para apurar se juízes e advogados participaram de um suposto esquema de corrupção no Ceará. Segundo investigadores, o grupo agiu para beneficiar empresários que possuíam dívidas com a União, causando "prejuízo bilionário" aos cofres públicos.

"Há fortes indícios da existência de uma organização criminosa - ORCRIM voltada a fraudar a cobrança da Dívida Ativa da União, no período de 2012 a 2016, das pessoas jurídicas integrantes do rol dos Grandes Devedores da União", escreveu o Ministério Público Federal, ao concordar com as buscas e quebras de sigilo solicitadas pela PF.

Entre os alvos está o juiz Augustino Lima Chaves. Ele é investigado por fatos ocorridos entre 2012 e 2016, quando ele atuava como magistrado no Ceará. Atualmente, ele ocupa o cargo de auxiliar da Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Procurado, Chaves não se manifestou.Relatórios de inteligência financeira detectaram movimentações atípicas de Chaves, como o pagamento de R$ 107 mil em espécie para um hospital. Por isso, para o MPF, o juiz ostentou "ganhos incompatíveis com sua remuneração".

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