PF toma depoimento de ex-assessor de Trump em inquérito sobre milícias digitais

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BRASÍLIA — A Polícia Federal tomou o depoimento nesta terça-feira de Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, quando ele iria embarcar no Aeroporto de Brasília para retornar aos EUA.

Miller foi ouvido dentro do inquérito que apura a organização de milícias digitais bolsonaristas para atacar as instituições democráticas. Ele é criado de uma rede social conservadora, lançada para permitir o retorno de Trump ao debate público, depois que ele foi banido das outras redes. A PF ainda tomou o depoimento de Gerald Brant, executivo do mercado financeiro que também é apoiador de Donald Trump, e que estava na companhia de Miller no aeroporto.

Ambos, entretanto, optaram por ficar em silêncio, de acordo com nota divulgada pela defesa.

As oitivas também servirão para o inquérito das fake news, que apura ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dois estavam no Brasil para participar da Conferência de Ação Política Conservadora (Cpac) e chegou a se reunir com o presidente Jair Bolsonaro no último domingo. Após os depoimentos, ambos foram liberados.

O inquérito sobre as milícias digitais foi aberto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após provas colhidas pela PF sobre a articulação de grupos bolsonaristas nas redes sociais com ataques às instituições democráticas.

Em nota, os advogados de Miller e Brant, Milena Ramos Câmara e João Vinícius Manssur, afirmaram que não tiveram acesso aos autos, e por isso, "valeram-se do direito constitucional ao silêncio". Segundo a defesa, ficou acertado no depoimento que será fornecida à PF a indicação do representante legal, no Brasil, a rede social de Miller. "A defesa, por fim, encontra-se à disposição das autoridades pertinentes para apresentação de esclarecimentos complementares", dizem.

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