Pfizer dá prazo até 19 de março para Ministério da Saúde comprar vacinas

Colaboradores Yahoo Notícias
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A Pfizer, produtora de uma das vacinas mais utilizadas no planeta contra a o novo coronavírus, decidiu que tentará vender doses de seu imunizante ao Ministério da Saúde até 19 de março. Depois disso, começará a negociar diretamente com os governos estaduais.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), diz que foi informado pela Pfizer de que o prazo foi estabelecido em comum acordo entre a farmacêutica norte-americana e o governo federal.

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A vacina da Pfizer foi uma das primeiras a serem utilizadas em grande escala no planeta. De acordo com a farmacêutica, apenas Brasil, Venezuela e Argentina não aceitaram as exigências para ter o imunizante. A empresa diz seguir um padrão internacional.

A empresa e o Ministério da Saúde não conseguiram solucionar o impasse em torno das cláusulas dos contratos para a comercialização do imunizante. A Pfizer não abre mão de que o governo brasileiro se responsabilize por demandas judiciais decorrentes de eventuais efeitos adversos da vacina, desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Pfizer exige também que qualquer litígio com o governo brasileiro seja solucionado em uma Câmara Arbitral de Nova York. Outra pedida seria também que o governo renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior.

Na última segunda-feira, uma reunião da qual participaram executivos do alto escalão da empresa juntamente com Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tentou buscar uma concordância, mas não houve sucesso.